Com 5 anos morando em imóvel alugado é possível garantir a propriedade; advogado explica
O silêncio prolongado entre as partes envolvidas pode selar o destino de ativos imobiliários

A busca pela casa própria no Brasil encontrou novos contornos jurídicos com a consolidação das teses sobre a função social.
Moradores de áreas urbanas buscam entender como a ocupação prolongada pode conferir títulos de domínio sem a tradicional compra e venda.
O Poder Judiciário analisa frequentemente casos onde a posse simples evolui para um comportamento típico de proprietário exclusivo do bem.
Tais situações exigem cautela extrema tanto de quem reside quanto de quem detém o registro formal no cartório.
Requisitos da modalidade especial urbana
A legislação brasileira estabelece critérios rígidos para que alguém reivindique um imóvel após o período de cinco anos ininterruptos.
A modalidade de usucapião especial urbana, prevista no Artigo 1.240 do Código Civil, exige área máxima de duzentos e cinquenta metros quadrados.
O ocupante deve utilizar o espaço exclusivamente para sua moradia ou de sua família sem possuir outros bens em nome próprio.
É fundamental demonstrar que a posse ocorreu de forma mansa e pacífica durante todo o intervalo de tempo estabelecido.
O entrave do contrato de locação
A resposta sobre a viabilidade para inquilinos reside na natureza da posse exercida durante a vigência do pacto de aluguel.
Especialistas explicam que o contrato formal gera uma posse precária, onde o morador reconhece a soberania do proprietário sobre o local.
Enquanto houver pagamento de mensalidades ou renovações documentais, o requisito de “ânimo de dono” permanece juridicamente descaracterizado perante os tribunais.
Apenas em cenários de abandono total do dono e cessação de cobranças a transmutação da posse pode ser discutida.
Jurisprudências do Superior Tribunal de Justiça reforçam que o recibo de compra ou a ausência de oposição são determinantes nesses processos.
Advogados orientam que proprietários mantenham notificações ativas para interromper qualquer contagem de prazo que possa favorecer o ocupante de má-fé.
A digitalização dos procedimentos extrajudiciais em 2026 acelerou a regularização para quem cumpre todos os requisitos de boa-fé e tempo.
O equilíbrio entre o direito de propriedade e a moradia digna orienta as decisões mais recentes das cortes nacionais.
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