Major Araújo pede autorização de porte de arma dentro da Alego: “não vou sair no soco com vagabundo”
Declaração acontece poucos dias após parlamentar bater boca com Amauri Ribeiro durante sessão

Apenas poucos dias depois de entrar em bate-boca contra Amauri Ribeiro (PL), o deputado Major Araújo (PL) voltou a protagonizar um momento de confronto na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) ao pedir autorização para entrar armado no plenário.
A solicitação aconteceu durante a sessão ordinária desta quarta-feira (12). Ainda no início da sessão, durante a apresentação de matérias, o deputado justificou que tem sido “alvo de ameaças e agressão”.
Ele afirmou que tem sido “chamado para os tapas” e defendeu: “eu não disputar nada nos tapas. Se alguém me triscar a mão, eu tenho que exercer o meu direito de legítima defesa”.
O parlamentar argumentou que o direito é garantido pela Constituição e pela Lei Penal. Ele se refere ao Artigo 25 do Código Penal, que entende por legítima defesa “quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente”.
Major Araújo continuou: “acho que a Assembleia não está garantindo essa harmonia necessária aqui, e eu temo”. Dizendo ter limitação física, destacou: “eu não vou para os tapas com vagabundo nenhum”.
Ele ainda aproveitou o momento de fala para referenciar outros colegas. Indiretamente, alegou que “tem gente aqui que desafia todo mundo para os tapas mas goza de proteção policial”. “E eu não tenho essa mesma proteção”, disse.
O parlamentar ainda apresentou uma alternativa: que cada deputado tivesse “um policial para chamar de seu”.
Relembre
Na última quinta-feira (07), Major Araújo protagonizou um bate-boca contra Amauri Ribeiro. O confronto, inclusive, forçou o encerramento da sessão plenária que estava apenas no início.
A situação começou depois que Araújo utilizou o tempo de fala para rotular a atuação de Ribeiro como “direita trans”, comparando-o à ex-deputada federal Joice Hasselmann, e sugerindo que o parlamentar age contra os próprios colegas.
Amauri disparou: “não deixa eu por a mão em você, não”, ao que o Major respondeu que, caso o colega o encostasse, “amanhã amanheceria morto”.
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