Armas, veículos e grande quantidade de drogas: delegada revela saldo de apreensões durante nova fase da Operação Destroyer
Novas informações divulgadas pela Polícia Civil apontam atuação interestadual de organização criminosa ligada a facção nacional

A Policia Civil de Goiás (PCGO) divulgou novos detalhes da 9º fase da Operação Destroyer, batizada de “Asfixia – 2ª fase”, relevando que o grupo investigado movimentava carregamento de até 300 kg de drogas entre diferentes estados no país.
Deflagrada na manhã desta quarta-feira (27), a ofensiva busca desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico interestadual de drogas, associação para tráfico, integração de facção criminosa e lavagem de dinheiro.
Segundo a delegada Camila Simões, responsável pelas investigações conduzidas pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Quirinópolis, a operação cumpre 19 mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão domiciliar.
“Durante a investigação, a Polícia Civil identificou fortes indícios de vinculação de parte dos investigados a uma facção de nível nacional”, destacou a delegada.
Os alvos estão distribuídos entre Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Distrito Federal.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram após uma série de apreensões realizadas pelas forças de segurança, que permitiram identificar a estrutura do grupo criminoso.
Ao longo das apurações, foram apreendidos cerca de 300 kg de maconha, 2 kg de crack, 76 comprimidos de Ecstasy, além de armas, balança de precisão, celulares e veículos utilizados na logística do tráfico.
A corporação também relembrou que, durante a primeira fase da Operação Asfixia, dois investigados foram presos em Campo Grande (MS).
Na ocasião, foram apreendidos aproximadamente 16 kg de cocaína, grande quantidade de maconha e uma pistola que teria como destino a cidade de Quirinópolis.
As extrações telefônicas realizadas durante a investigação revelaram ainda diálogos relacionados à atuação de uma facção criminosa de alcance nacional.
Segundo a delegada, os conteúdos obtidos apontam conversas sobre ‘batismos’ (termo usado para identificação do ritual de iniciação para a facção e juramento de lealdade), compartilhamento de estatutos da organização, recrutamento de novos integrantes e divisão de funções dentro da estrutura criminosa.
Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi a dimensão da operação logística do grupo.
Conforme a PC, as conversas interceptadas fazem referência a carregamentos de 70 kg, 100 kg, 200 kg e até 300 kg de entorpecentes. “Isso evidencia a alta capacidade operacional dessa organização criminosa”, completou a delegada.
A Operação Destroyer já havia ganhado repercussão em fases anteriores após investigações apontarem suspeitas de lavagem de R$ 205 milhões por meio de empresas de fachada ligadas ao tráfico de drogas.
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