O estado brasileiro que aumentou salário mínimo para 1.874,36
Novo valor passa a valer para categorias sem salário mínimo profissional definido por lei ou acordo coletivo

Uma mudança aprovada pelo governo promete aumentar o salário de milhares de trabalhadores que atuam em funções sem piso profissional próprio.
A medida impacta categorias presentes em setores como construção civil, limpeza, comércio, atendimento e serviços gerais.
O reajuste também amplia a diferença entre o piso regional e o salário mínimo nacional, criando um valor acima da referência adotada atualmente em todo o país.
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou nesta quinta-feira (28) a lei que reajusta o piso salarial paulista para R$ 1.874,36. O novo valor entra em vigor no primeiro dia do mês seguinte ao da publicação da norma.
De acordo com informações divulgadas pela Agência SP, o reajuste representa alta nominal de 46% em relação ao piso pago em 2022, quando o valor era de R$ 1.284.
Com a atualização, o salário mínimo paulista fica 15,6% acima do piso nacional, atualmente em R$ 1.621. A diferença entre os dois valores é de R$ 253.
Ainda segundo o governo estadual, o aumento acumulado do piso paulista desde 2022 ficou acima da variação nacional no mesmo período. Enquanto o reajuste estadual chegou a 46%, o salário mínimo nacional teve alta nominal de 33,7%.
O índice também superou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que foi de 19,5% no intervalo citado pelo governo.
A nova regra vale para trabalhadores de categorias sem salário mínimo profissional definido por legislação federal ou negociação coletiva.
Entre as funções alcançadas estão domésticos, cuidadores de idosos e de pessoas com deficiência, serventes, auxiliares de serviços gerais, trabalhadores agropecuários, vendedores, garçons, motoboys, pedreiros, encanadores, pintores, operadores de telemarketing e profissionais de limpeza e conservação.
Na prática, o piso estadual funciona como uma referência mínima para essas categorias. Já trabalhadores que possuem piso definido por convenção, acordo coletivo ou lei específica seguem as regras próprias da categoria.
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