Fim da escala 6×1 pode fechar Região da 44 às segundas-feiras ou aumentar preços dos produtos, defende associação
Com debate avançando no Congresso Nacional, presidente da AER44 se preocupa com os custos de contratar novos funcionários para os lojistas se adaptarem

Com o debate do fim da escala 6×1 avançando na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, a expectativa é de que alguns empreendimentos precisem mudar a rotina. É esse o caso, por exemplo, da Região da 44, em Goiânia.
Atualmente, a região funciona todos os dias, de segunda-feira a domingo, sendo que o sábado costuma concentrar as vendas. Se o projeto que decreta o fim da 6×1 for aprovado, os empresários alocados ali podem ter que se adaptar.
Sérgio Naves, presidente da Associação Empresarial da Região da 44 (AER44), contou ao Jornal Opção que a principal hipótese no momento é de que as lojas fechem aos domingos e segundas-feiras.
O representante declarou que a perda seria de “mais ou menos um dia de venda”. Isso se a redução da jornada de trabalho for implementada sem permitir a flexibilidade aos comerciantes.
Para Sérgio, a mudança impactaria diretamente os cerca de oito mil lojistas que trabalham na 44, especialmente os micro e pequenos empreendedores. Isso porque muitos estabelecimentos têm só um vendedor e não conseguiriam contratar mais funcionários.
Caso contratassem, a AER44 estima que os custos para os empresários poderiam subir aproximadamente 10%, com chance de impacto direto no preço dos produtos.
Sérgio ainda considera que a cadeia produtiva da moda poderia ser totalmente afetada pela nova escala, desde a produção das matérias-primas até a comercialização das peças para o cliente final.
Por isso, defende que o debate sobre a proposta seja ampliado para incluir representantes e trabalhadores do setor produtivo.
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