7 carnes chamadas de segunda, mas que podem superar cortes de primeira
Mais econômicos, esses cortes oferecem sabor, versatilidade e nutrientes que surpreendem muita gente na hora das compras

Durante muito tempo, os cortes bovinos foram divididos entre carnes de primeira e de segunda. No entanto, essa classificação nem sempre representa a qualidade da carne.
Na prática, ela considera principalmente a região do animal de onde o corte foi retirado, e não fatores como sabor, rendimento ou valor nutricional.
Por isso, muitos consumidores acabam pagando mais caro por cortes considerados nobres. Enquanto isso, deixam de lado opções mais acessíveis que podem surpreender tanto no sabor quanto na versatilidade.
Além disso, diversos cortes classificados como “de segunda” ficam extremamente macios quando preparados da maneira correta.
Por que essas carnes podem valer mais a pena?
Os cortes chamados de segunda costumam apresentar diversas vantagens. Entre elas, destacam-se:
- Maior custo-benefício;
- Excelente rendimento nas receitas;
- Mais tecido conjuntivo, que libera colágeno durante o cozimento;
- Boa quantidade de ferro e vitaminas do complexo B;
- Grande versatilidade no preparo.
Dessa forma, eles aparecem com frequência na cozinha de restaurantes, churrasqueiros e cozinheiros experientes. Ao mesmo tempo, ajudam quem deseja economizar sem abrir mão da qualidade.
Conheça 7 carnes que merecem mais espaço na sua cozinha
1. Acém
- O acém é um dos cortes mais versáteis do boi. Além de ser econômico, pode ser utilizado em carnes de panela, ensopados, bifes e hambúrgueres. Quando preparado lentamente, fica bastante macio e saboroso.
2. Músculo
- O músculo concentra bastante colágeno. Por esse motivo, é ideal para sopas, caldos e cozidos. Durante o cozimento prolongado, sua textura muda completamente e a carne ganha ainda mais maciez.
3. Costela
- A costela exige mais tempo de preparo. Em compensação, oferece um sabor intenso e muito marcante. Além disso, sua gordura natural ajuda a manter a carne suculenta do começo ao fim.
4. Fraldinha
- Embora muitas pessoas associem a fraldinha ao churrasco, algumas classificações tradicionais ainda a colocam como carne de segunda. Mesmo assim, ela entrega excelente maciez e um sabor bastante característico.
5. Cupim
- O cupim possui gordura distribuída entre as fibras. Por isso, quando assado lentamente, fica extremamente macio. Além do mais, esse corte costuma agradar quem prefere carnes mais suculentas.
6. Carne moída comum
- A carne moída preparada com acém ou paleta apresenta ótimo custo-benefício. Assim, ela pode ser utilizada em hambúrgueres, almôndegas, molhos e recheios. Além disso, adapta-se facilmente a diferentes receitas do dia a dia.
7. Ossos para caldo
- Muitas pessoas descartam os ossos bovinos. Entretanto, eles produzem caldos ricos em sabor e colágeno. Ao mesmo tempo, ajudam a reduzir o desperdício e aproveitam melhor todas as partes do animal.
Comer bem não depende do preço
A ideia de que apenas carnes caras oferecem qualidade não corresponde à realidade. Na verdade, muitos cortes mais baratos concentram nutrientes importantes e entregam excelentes resultados quando preparados corretamente.
Entre os principais nutrientes presentes nesses cortes estão:
- Ferro;
- Colágeno;
- Vitaminas do complexo B;
- Minerais essenciais;
- Gorduras naturais.
Além disso, a forma de preparo faz toda a diferença. Cortes como músculo, costela e cupim desenvolvem ainda mais sabor quando passam várias horas no fogo ou no forno. Consequentemente, a carne fica mais macia e suculenta.
Vale a pena escolher carnes de segunda?
De modo geral, sim. Tudo depende da receita escolhida e do método de preparo. Ainda assim, muitos desses cortes oferecem excelente custo-benefício, alto valor nutricional e muito sabor.
Por fim, conhecer as características de cada carne ajuda o consumidor a fazer compras mais inteligentes, economizar no açougue e preparar refeições completas sem precisar investir apenas nos cortes mais caros.
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