Não é a picanha: a carne barata que conquistou os brasileiros e os açougueiros recomendam

Corte simples, versátil e mais acessível pode surpreender no sabor e virou uma das apostas de quem quer comer bem sem gastar tanto

Layne Brito -
a carne barata que conquistou os brasileiros
(Foto: Reprodução/Pexels)

Nem toda carne que chama atenção no açougue é a mais cara da vitrine. Na prática, muitos consumidores acabam ignorando cortes que podem entregar ótimo sabor, boa maciez e ainda custar menos do que opções mais famosas.

Em tempos de orçamento apertado, essa diferença faz peso no bolso. Por isso, cada vez mais brasileiros passaram a procurar alternativas que mantenham a qualidade das refeições sem comprometer tanto as despesas do mês.

A picanha continua sendo uma das preferidas para churrascos e encontros em família. No entanto, o preço elevado tem levado muita gente a buscar substitutos capazes de oferecer uma experiência parecida por um valor mais acessível.

Entre as opções mais recomendadas por açougueiros, um corte se destaca pela versatilidade e pelo custo-benefício.

Trata-se da maminha.

Corte combina maciez e preço mais acessível

A maminha faz parte da alcatra e é conhecida pela textura macia e pelo sabor equilibrado. Além disso, costuma apresentar um preço mais amigável quando comparada à picanha.

Por ser um corte traseiro, a carne possui fibras mais delicadas, o que ajuda a garantir bons resultados em diferentes tipos de preparo.

Outra vantagem está na versatilidade. A maminha pode ser utilizada em assados, churrascos, receitas de panela e até mesmo em preparos mais elaborados para ocasiões especiais.

Por isso, ela se tornou uma escolha frequente para quem deseja economizar sem abrir mão da qualidade.

Muitos açougueiros destacam que o corte oferece um excelente equilíbrio entre sabor, rendimento e valor de compra.

Como preparar para garantir mais sabor

No churrasco, a recomendação é assar a peça inteira para preservar a suculência. Dessa forma, a camada de gordura ajuda a manter a carne macia durante o preparo.

Já no forno, a maminha também costuma apresentar ótimo desempenho. Temperos simples, como alho, sal, pimenta-do-reino e ervas frescas, geralmente são suficientes para valorizar o sabor natural da carne.

Além disso, o corte pode ser preparado em bifes grossos ou medalhões, o que amplia as possibilidades para o dia a dia.

Outro cuidado importante é evitar o excesso de cozimento. Quando passa do ponto, a carne pode perder parte da suculência que a tornou tão popular.

Por isso, muitos especialistas recomendam servir a maminha ao ponto ou levemente rosada no centro.

Vale a pena trocar a picanha?

Para quem procura uma alternativa mais econômica, a resposta tende a ser positiva.

Embora não tenha a mesma fama da picanha, a maminha consegue entregar maciez, sabor e versatilidade em diferentes receitas.

Além disso, o corte costuma render bem e atende tanto refeições do dia a dia quanto ocasiões especiais.

Assim, a maminha ganhou espaço entre os consumidores que desejam equilibrar qualidade e economia. Em muitos casos, ela acaba se tornando uma escolha mais inteligente para o bolso sem deixar a experiência à mesa menos saborosa.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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