A carne que o próprio açougueiro leva para casa e quase ninguém lembra de pedir na hora da compra, segundo açougueiros

Corte discreto, que costuma passar longe da lista de compras, pode surpreender quem busca sabor, maciez e bom rendimento sem gastar tanto

Layne Brito -
carne que o próprio açougueiro leva para casa e quase ninguém lembra
(Foto: Reprodução)

Na hora de comprar carne, muita gente vai direto nos cortes mais conhecidos. Picanha, contrafilé, alcatra, patinho e coxão mole costumam dominar os pedidos no balcão do açougue, principalmente quando a ideia é preparar algo rápido para o almoço ou garantir uma refeição mais caprichada.

Mas quem trabalha todos os dias com carne sabe que nem sempre as melhores escolhas são as mais famosas.

Alguns cortes ficam escondidos no meio das opções, não chamam tanta atenção pelo nome e acabam sendo esquecidos por quem não tem o costume de perguntar.

É justamente aí que entra uma dica comum entre açougueiros: observar aqueles cortes que parecem simples, mas entregam maciez, sabor e versatilidade por um preço mais interessante.

Entre essas opções, uma carne costuma ser lembrada por profissionais do balcão como uma verdadeira surpresa para o dia a dia.

A carne é o peixinho bovino.

Apesar do nome curioso, o corte não tem relação com peixe. Ele recebe esse nome por causa do formato da peça, que lembra um peixe pequeno.

Retirado da parte dianteira do boi, próximo à paleta, o peixinho é uma carne magra, macia e muito versátil.

O que faz esse corte se destacar é a combinação entre textura agradável e bom custo-benefício.

Por não ser tão popular quanto outros cortes, ele muitas vezes passa despercebido pelo consumidor, mas pode render ótimas receitas quando preparado da forma correta.

O peixinho funciona bem em bifes, picadinhos, carne de panela, assados rápidos e até tiras para receitas do dia a dia.

Quando cortado corretamente, fica macio sem exigir grandes truques ou temperos complicados.

Para quem quer usar na frigideira, a dica é pedir ao açougueiro para cortar em bifes não muito grossos.

A carne deve ser feita em fogo alto, apenas o suficiente para dourar dos dois lados, sem passar tempo demais no calor para não perder suculência.

Na panela, o corte também se sai bem. Com cebola, alho, tomate, pimentão, cheiro-verde e um pouco de caldo, o peixinho absorve os temperos e fica saboroso.

É uma boa escolha para quem quer variar a carne de panela sem recorrer sempre ao acém ou à paleta.

Outro ponto positivo é o rendimento. Por ser uma peça limpa e com pouca gordura aparente, o peixinho costuma ser aproveitado quase por inteiro. Isso ajuda no preparo e também evita desperdício na cozinha.

A recomendação é sempre perguntar no açougue se o corte está disponível, já que nem todo consumidor pede pelo nome.

Em alguns lugares, ele pode ser oferecido junto a cortes da paleta ou separado apenas quando solicitado.

No fim, o peixinho bovino mostra que vale a pena fugir do pedido de sempre.

Para quem quer uma carne macia, saborosa e menos óbvia, esse é o tipo de corte que muitos açougueiros conhecem bem e que muita gente só descobre depois de perguntar.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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