Adeus, rachaduras no concreto: pedreiro ensina técnica simples que pode ser feita em casa usando cimento e PVAC

Um procedimento caseiro ganhou atenção por usar materiais simples encontrados facilmente em lojas brasileiras

Magno Oliver Magno Oliver -
Rachaduras concreto / Pedreiro / Cimento
:(Imagem: Ilustração/IA)

Uma técnica divulgada por um pedreiro mostra uma alternativa acessível para pequenos reparos em superfícies de concreto.

A proposta utiliza cimento e PVAC, um adesivo à base de acetato de polivinila, para ajudar no preenchimento de fissuras superficiais em paredes, pisos e calçadas.

O método, porém, deve ser entendido como uma solução de manutenção estética e localizada, e não como substituto para reparos estruturais.

A preparação da área é uma das etapas mais importantes: materiais soltos, poeira, gordura e partes deterioradas precisam ser retirados para favorecer a aderência.

Antes de aplicar qualquer mistura, é necessário observar o tipo de dano. Pequenas fissuras estáveis e superficiais podem ter tratamento simples, enquanto rachaduras que aumentam, apresentam movimentação, infiltração, concreto se soltando ou sinais de corrosão exigem avaliação de um profissional habilitado.

Em concreto armado, a presença de corrosão ou exposição da armadura merece atenção especial. Materiais de reparo também precisam seguir as orientações do fabricante quanto à preparação, aplicação e cura.

Preparação faz diferença

Na técnica apresentada, a superfície deve estar limpa e sem partículas soltas antes do preenchimento. A mistura de cimento com PVAC precisa ser preparada na consistência adequada para entrar na fissura sem deixar vazios.

Depois da aplicação, o material deve ser nivelado e protegido durante a cura. A etapa não deve ser apressada: produtos específicos para reparo de concreto também exigem tempo de cura e proteção contra condições que possam prejudicar o endurecimento, como sol intenso, vento e chuva.

Quando não fazer sozinho

O reparo doméstico pode ser considerado apenas quando o dano é pequeno, superficial e não apresenta sinais de movimentação da estrutura.

Uma fissura que reaparece depois do conserto, cresce com o tempo ou vem acompanhada de umidade persistente deve ser investigada para descobrir sua causa. Isso ocorre porque simplesmente cobrir uma rachadura pode não resolver o problema e, em alguns casos, o defeito pode voltar a aparecer sobre o material aplicado.

Guias técnicos de reparo de concreto destacam justamente a importância de identificar a origem da fissura antes de escolher o método de intervenção.

Para paredes, pisos e calçadas, acompanhar a evolução das fissuras é uma medida simples que ajuda a diferenciar um defeito superficial de uma situação que merece atenção técnica.

Também é importante evitar improvisos em pilares, vigas, lajes ou outros elementos estruturais. Nesses pontos, uma avaliação profissional é mais segura do que tentar esconder o problema com uma mistura de baixo custo. A economia está em corrigir corretamente um dano pequeno quando isso é possível, sem transformar um sinal de alerta em um problema maior.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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