As 3 melhores carnes de segunda para assar na brasa, segundo churrasqueiros

Alguns cortes que costumam ficar longe do topo da lista no açougue podem surpreender quando preparados com paciência e fogo controlado

Cristiano Roonowa Cristiano Roonowa -
carne na grelha
(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

Nem sempre é preciso escolher os cortes mais caros para preparar um churrasco saboroso. Algumas carnes consideradas de segunda podem ficar macias, suculentas e cheias de sabor quando recebem o preparo adequado na churrasqueira.

Entre as opções que podem ganhar espaço na brasa estão músculo, peito e costela. Apesar de terem fibras mais firmes, esses cortes podem entregar um ótimo resultado quando o fogo e o tempo são respeitados.

1. Músculo

O músculo costuma ser lembrado principalmente por preparos de panela, mas também pode ser aproveitado em um churrasco.

Por ser uma carne com fibras mais firmes e bastante tecido conjuntivo, o corte não combina com pressa. O segredo está em utilizar uma temperatura mais baixa e deixar que o calor trabalhe a carne aos poucos.

Quando preparado corretamente, o músculo pode ganhar uma textura macia e concentrar bastante sabor. Para quem quer economizar no churrasco, é uma alternativa que merece ser considerada.

2. Peito

O peito bovino é outro corte que pode fazer bonito na churrasqueira, principalmente quando a ideia é preparar uma peça por mais tempo.

A gordura presente na carne ajuda a manter a suculência durante o cozimento. Por isso, o ideal é evitar que a peça fique exposta constantemente a uma brasa muito agressiva.

Com fogo controlado e bastante paciência, o peito pode ficar macio por dentro e ganhar uma superfície bem dourada por fora.

Uma dica importante é observar a direção das fibras na hora de fatiar. Cortar contra elas facilita a mastigação e pode fazer diferença na textura final.

3. Costela

A costela talvez seja uma das carnes de segunda mais conhecidas entre os apaixonados por churrasco.

O corte possui gordura e bastante tecido conjuntivo, características que ajudam a explicar por que ela costuma precisar de várias horas de preparo para chegar ao ponto ideal.

Na brasa, o fogo baixo é um dos grandes aliados. O cozimento lento permite que a gordura derreta gradualmente e que as fibras se tornem mais macias.

Depois de algumas horas, a carne pode ganhar uma crosta dourada por fora e ficar muito mais macia no interior.

O fogo faz toda a diferença

Músculo, peito e costela têm algo em comum: não são carnes para quem está com pressa.

Diferentemente de cortes mais macios, que podem ir rapidamente para uma churrasqueira bem quente, essas opções se beneficiam de um preparo mais demorado e cuidadoso.

Manter a brasa estável, evitar labaredas e controlar a distância entre a carne e o carvão são alguns dos cuidados que ajudam a evitar que a parte externa queime antes de o interior ficar macio.

Também vale evitar ficar furando a carne constantemente. Quanto menos líquido se perde durante o preparo, maiores são as chances de chegar a um resultado suculento.

No fim, escolher uma carne mais barata não significa necessariamente abrir mão de sabor. O que muda é a forma de preparar — e, principalmente, a disposição para esperar o tempo certo.

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Cristiano Roonowa

Cristiano Roonowa

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). É estagiário no Portal 6 desde agosto de 2026.

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