Fábrica pagará indenização milionária a funcionária que foi demitida após faltar para fazer quimioterapia

Trabalhadora tratava um câncer de mama e alegou que empresa não ofereceu condições adequadas para conciliar as sessões com o emprego

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
funcionária demitida após faltar para fazer quimioterapia
(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Uma funcionária demitida após faltar para fazer quimioterapia receberá US$ 230 mil, cerca de R$ 1,1 milhão, após um acordo firmado nos Estados Unidos.

A trabalhadora enfrentava um câncer de mama e atuava na Butterball, empresa do setor alimentício localizada na Carolina do Norte.

O caso chegou à Justiça Federal depois que a Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos Estados Unidos, a EEOC, acusou a companhia de não oferecer condições razoáveis para que a funcionária realizasse o tratamento.

Trabalhadora pediu afastamento

Segundo a ação, a funcionária procurou uma gerente da empresa para justificar as ausências necessárias durante as sessões de quimioterapia.

No entanto, o período de afastamento não recebeu aprovação.

Depois disso, a trabalhadora acabou demitida.

Antes de levar o caso à Justiça, houve uma tentativa de acordo com a empresa. Como as partes não chegaram a um entendimento naquele momento, a disputa seguiu para a Justiça Federal.

Empresa negou irregularidades

Em julho, a Butterball respondeu às acusações e negou ter cometido qualquer irregularidade.

Posteriormente, porém, as partes chegaram a um acordo para encerrar a disputa e evitar novos custos e demora no processo.

Pelo acerto, a companhia pagará US$ 230 mil.

Valor inclui salários e indenização

Do total, US$ 18 mil correspondem a salários retroativos.

Além disso, US$ 135 mil serão pagos como indenização por danos.

Outros US$ 77 mil cobrirão os custos com advogados da trabalhadora.

Somados, os valores chegam aos US$ 230 mil previstos no acordo.

Empresa também mudará políticas internas

Além do pagamento, a Butterball concordou em adotar mudanças relacionadas à Lei dos Americanos com Deficiências, conhecida pela sigla ADA.

Entre as medidas estão treinamentos, melhorias no acompanhamento dos pedidos apresentados pelos funcionários e mais informações aos trabalhadores sobre seus direitos.

Ainda assim, a empresa manteve sua posição e não admitiu ter cometido irregularidade.

Por isso, tecnicamente, o caso terminou em acordo e não em uma condenação judicial após julgamento.

Caso aconteceu nos Estados Unidos

O processo ocorreu na Carolina do Norte e segue a legislação norte-americana.

Portanto, as regras aplicadas à funcionária demitida após faltar para fazer quimioterapia não devem ser confundidas automaticamente com a legislação trabalhista brasileira.

Ainda assim, o caso chama atenção para a necessidade de empresas analisarem pedidos de afastamento e adaptação relacionados a tratamentos de saúde.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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