Carro zero fica 22 dias parado na concessionária por uma mangueira quebrada e Justiça multa montadora e loja

Veículo tinha apenas três meses de uso quando apresentou falha no sistema de arrefecimento e ficou semanas aguardando peças cobertas pela garantia

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
carro zero
(Imagem: Ilustração)

Um carro zero ficou 22 dias parado em uma concessionária depois de apresentar um problema no sistema de arrefecimento apenas três meses após a compra.

A demora acabou na Justiça, que responsabilizou tanto a montadora quanto a loja responsável pelo atendimento e aplicou uma multa por dano punitivo.

O caso aconteceu na Argentina e começou em 2022, quando a proprietária comprou o veículo por 4,6 milhões de pesos argentinos.

Cerca de três meses depois, com aproximadamente 9,5 mil quilômetros rodados, uma luz de alta temperatura apareceu no painel enquanto ela trafegava pela Ruta 11.

Após o atendimento, técnicos identificaram perda de líquido refrigerante.

Carro ficou 22 dias esperando peças

Dois dias depois do problema, a proprietária levou o automóvel ao serviço oficial da concessionária.

A falha estava relacionada a uma mangueira e a componentes do sistema de arrefecimento.

O problema é que a oficina não tinha as peças necessárias para concluir o reparo.

A concessionária informou que precisava substituir três anéis de vedação, conhecidos como o-rings, mas os componentes estavam em falta na rede oficial.

Resultado: mesmo sendo praticamente novo, o carro permaneceu 22 dias parado na assistência antes de ser devolvido à proprietária.
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Montadora alegou dificuldade para importar as peças

No processo, a montadora afirmou que as restrições de importação existentes naquele período atrasaram a chegada dos componentes necessários.

A concessionária, por sua vez, tentou afastar a própria responsabilidade alegando que não fabricava o veículo nem era responsável pela garantia de origem.

Os argumentos não convenceram o Juzgado Civil y Comercial nº 4 de Dolores.

Para a Justiça, fabricante e concessionária participaram da cadeia de venda e do atendimento prestado à consumidora.

O juiz também considerou que dificuldades de importação faziam parte dos riscos da atividade empresarial e não deveriam ser transferidas para a proprietária do carro.

O veículo permaneceu 22 dias na concessionária enquanto a oficina aguardava peças para concluir o reparo.

Montadora alegou dificuldade para importar as peças

No processo, a montadora afirmou que as restrições de importação existentes naquele período atrasaram a chegada dos componentes necessários.

A concessionária, por sua vez, tentou afastar a própria responsabilidade alegando que não fabricava o veículo nem era responsável pela garantia de origem.

Os argumentos não convenceram o Juzgado Civil y Comercial nº 4 de Dolores.

Para a Justiça, fabricante e concessionária participaram da cadeia de venda e do atendimento prestado à consumidora.

O juiz também considerou que dificuldades de importação faziam parte dos riscos da atividade empresarial e não deveriam ser transferidas para a proprietária do carro.

A falha estava relacionada ao sistema de arrefecimento e o reparo atrasou pela falta de componentes na rede oficial.

Justiça aplicou multa de 1,5 milhão de pesos

A proprietária também pediu indenização pelo período em que ficou sem utilizar o veículo.

Esse pedido específico não foi aceito porque não foram apresentados comprovantes de despesas com táxi, aluguel de outro carro ou transporte alternativo.

Mesmo assim, a Justiça aplicou uma multa de 1,5 milhão de pesos argentinos por dano punitivo.

A decisão determinou:
multa de 1,5 milhão de pesos argentinos;
pagamento das custas e juros do processo;
prorrogação da garantia do carro por mais 22 dias.

Garantia também ganhou mais 22 dias

O período adicional de garantia corresponde exatamente aos 22 dias em que o veículo permaneceu indisponível na oficina.

Assim, uma falha relativamente simples no sistema de arrefecimento acabou se transformando em uma disputa judicial depois que a falta de peças deixou a consumidora sem o carro durante várias semanas.

A decisão também reforçou a responsabilidade conjunta da montadora e da concessionária pelo atendimento oferecido depois da venda.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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