Pente-fino do INSS em 2026 mira auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e BPC; quem tem 55 anos ou mais e recebe o benefício há mais de 15 anos fica dispensado da perícia
Revisões podem envolver dados cadastrais e condições de saúde, mas a legislação prevê exceções específicas para alguns segurados

Beneficiários do INSS podem ser convocados para revisões em 2026, principalmente quando recebem benefícios por incapacidade ou apresentam pendências cadastrais. No entanto, algumas pessoas estão dispensadas da perícia periódica por causa da idade e do tempo de recebimento.
Entre os benefícios que podem passar por verificações estão o auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, e a aposentadoria por incapacidade permanente, antes chamada de aposentadoria por invalidez.
Além disso, beneficiários do BPC também podem ser submetidos a revisões, embora as regras sejam diferentes.
Quem fica dispensado da perícia
A legislação prevê uma proteção específica para aposentados por incapacidade permanente.
Quem já completou 60 anos fica dispensado da perícia periódica. Além disso, a isenção também alcança quem tem 55 anos ou mais e soma pelo menos 15 anos desde a concessão da aposentadoria por incapacidade permanente ou do auxílio por incapacidade temporária que a antecedeu.
Portanto, a regra não significa que qualquer pessoa de 55 anos que recebe auxílio-doença ou BPC há 15 anos esteja automaticamente livre de revisões.
Pessoas com HIV/Aids também possuem dispensa prevista para a perícia revisional da aposentadoria por incapacidade permanente.
Auxílio-doença pode ser revisto
No auxílio por incapacidade temporária, o INSS pode convocar o segurado para verificar se ainda existe incapacidade para o trabalho.
Nesse caso, documentos médicos atualizados são importantes. Entre eles podem estar laudos, exames, receitas e relatórios sobre o tratamento.
A convocação não significa, por si só, cancelamento do pagamento. Primeiro, o INSS precisa analisar se os requisitos continuam presentes.
BPC tem regras próprias
O BPC também passa por revisões periódicas. No entanto, trata-se de um benefício assistencial, e não de aposentadoria.
Por isso, o governo pode verificar renda familiar, situação do Cadastro Único e, no caso da pessoa com deficiência, as condições que justificaram a concessão.
Manter o CadÚnico atualizado é essencial. Mudanças na composição familiar, endereço ou renda devem ser informadas.
Assim, quem recebe algum desses benefícios deve acompanhar regularmente o Meu INSS e os canais oficiais. Caso haja convocação, ignorar o chamado pode colocar a continuidade do pagamento em risco.
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