Doença fatal e pouco conhecida avança no Brasil e acende alerta de especialistas
Paracoccidioidomicose é uma infecção causada por fungo presente no solo, afeta principalmente os pulmões e costuma ser diagnosticada tardiamente

Uma doença grave, pouco conhecida da população e com potencial fatal tem avançado de forma silenciosa no Brasil e preocupado especialistas da área da saúde. Trata-se da paracoccidioidomicose, uma infecção causada por fungos do gênero Paracoccidioides, encontrados principalmente no solo.
A contaminação ocorre pela inalação de esporos liberados no ambiente, especialmente em áreas rurais, regiões de desmatamento e locais com movimentação de terra. O Brasil concentra a maior parte dos casos registrados no mundo, com maior incidência nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste.
Na maioria das vezes, a doença começa nos pulmões, mas pode se espalhar para outros órgãos, como pele, mucosas, linfonodos e até o sistema nervoso central.
Os sintomas iniciais costumam ser inespecíficos, como tosse persistente, falta de ar, febre, emagrecimento e cansaço, o que faz com que a paracoccidioidomicose seja frequentemente confundida com tuberculose ou outras doenças respiratórias.
Com a progressão do quadro, podem surgir feridas dolorosas na boca, lesões na pele e comprometimento de vários sistemas do organismo.
Quando não diagnosticada e tratada precocemente, a doença pode evoluir para formas graves, com risco de morte ou sequelas permanentes.
Especialistas alertam que o diagnóstico tardio é um dos principais desafios no enfrentamento da paracoccidioidomicose.
Muitos pacientes passam meses ou até anos tratando outros problemas antes de receberem a confirmação correta, o que agrava o quadro clínico e prolonga o tratamento.
A doença não é transmitida de pessoa para pessoa. O risco está relacionado principalmente à exposição ambiental, o que torna trabalhadores rurais, agricultores, pessoas que atuam na construção civil e moradores de áreas próximas a solos contaminados mais vulneráveis.
O tratamento é feito com medicamentos antifúngicos e pode durar meses ou até anos, dependendo da gravidade do caso. Em situações mais severas, pode ser necessária internação hospitalar e uso de medicamentos mais potentes.
Profissionais de saúde reforçam a importância de ampliar a divulgação de informações sobre a paracoccidioidomicose, melhorar o acesso ao diagnóstico e aumentar a vigilância em regiões endêmicas.
O objetivo é reduzir mortes evitáveis e impedir que a doença continue avançando de forma silenciosa no país.
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