Nova descoberta para restaurar articulações envelhecidas pode ajudar no combate à osteoartrite

Pesquisadores identificaram um mecanismo capaz de estimular a regeneração da cartilagem, algo que até pouco tempo parecia impossível

Pedro Ribeiro Pedro Ribeiro -
Nova descoberta para restaurar articulações envelhecidas pode ajudar no combate à osteoartrite
(Foto: Reprodução/Freepik)

As articulações sofrem desgaste natural com o passar dos anos, e isso costuma trazer dor, rigidez e perda de mobilidade.

Agora, uma descoberta científica abre uma nova perspectiva para quem convive com esses problemas, especialmente a osteoartrite.

Pesquisadores identificaram um mecanismo capaz de estimular a regeneração da cartilagem, algo que até pouco tempo parecia distante da realidade.

O que causa o desgaste nas articulações

Com o envelhecimento, a cartilagem vai se afinando e perde a capacidade de proteger os ossos.

Esse processo está diretamente ligado à osteoartrite, condição marcada por inflamação, dor e limitação dos movimentos.

Até hoje, os tratamentos disponíveis focam mais em aliviar os sintomas do que em tratar a causa do problema.

A proteína ligada ao envelhecimento

Um estudo conduzido por cientistas da Stanford University apontou a proteína 15-PGDH como peça-chave nesse processo.

Ela se torna mais abundante com a idade e atrapalha moléculas responsáveis por reparar tecidos e reduzir inflamações, contribuindo para a degradação da cartilagem.

Resultados animadores em testes

Ao bloquear a ação da 15-PGDH em camundongos idosos, os pesquisadores observaram um espessamento da cartilagem do joelho.

Em animais jovens com lesões articulares, o mesmo bloqueio evitou o desenvolvimento da osteoartrite.

Mesmo em situações que simulavam lesões graves, a doença não se instalou como normalmente acontece.

Regeneração sem células-tronco

Diferente de tentativas anteriores, não foi necessário usar células-tronco.

O tratamento fez com que os próprios condrócitos, células da cartilagem, voltassem a um estado mais saudável.

Para a microbiologista Helen Blau, trata-se de uma nova forma de regenerar tecidos adultos, com grande potencial clínico.

Menos dor e melhor mobilidade

Os animais tratados passaram a andar melhor e a apoiar mais peso nas pernas antes lesionadas, sinais claros de redução da dor.

Testes em amostras de cartilagem humana, retiradas de pacientes que passaram por cirurgia no joelho, também mostraram regeneração e menos inflamação, como explica a cientista Nidhi Bhutani.

O que pode mudar no futuro

Atualmente, o tratamento da osteoartrite ainda se resume ao controle da dor e, em casos avançados, à substituição da articulação.

Essa descoberta pode abrir caminho para terapias que ataquem a raiz do problema e até evitem cirurgias no futuro.

Ensaios clínicos ainda são necessários, mas a expectativa dos pesquisadores é alta.

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Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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