Segundo a psicologia, quem cresceu nos anos 60 e 70 carrega 8 qualidades mentais que quase não existem mais
Antes da internet, dos celulares e da comunicação rápida, o mundo funcionava em outro ritmo. E foi justamente isso que moldou estruturas psicológicas hoje cada vez mais incomuns

Qualidades mentais formadas ao longo da infância e da juventude dizem muito sobre como uma pessoa pensa, reage e enfrenta desafios ao longo da vida.
Antes da internet, dos celulares e da comunicação instantânea, o mundo funcionava em outro ritmo.
E foi justamente esse ritmo que moldou estruturas psicológicas hoje cada vez mais raras.
Se você cresceu nos anos 60 ou 70, talvez reconheça muitos desses traços em si mesmo sem nunca ter parado para refletir sobre isso.
1. Atenção e concentração
Crescer sem notificações constantes, múltiplas telas e estímulos simultâneos ajudou a desenvolver um foco mais sólido.
Era comum passar longos períodos concentrado em uma única atividade, como ler, estudar ou conversar.
Do ponto de vista psicológico, isso fortalece a memória, o pensamento crítico e a tolerância à frustração.
Por isso, muitas pessoas dessa geração conseguem manter a atenção e concluir tarefas com mais facilidade.
2. Capacidade de lidar melhor com expectativas
A realidade material dos anos 60 e 70 era mais simples.
Brinquedos eram poucos, roupas duravam anos e o consumo não girava em torno de novidades constantes.
Essa vivência ajudou a construir uma relação mais saudável com desejos e expectativas.
A psicologia associa esse comportamento à satisfação com a vida e ao contentamento com o que se tem, algo cada vez mais raro em um mundo de comparações constantes.
3. Tolerância ao desconforto
Pequenos desconfortos faziam parte da rotina e não eram vistos como emergências.
Isso fortaleceu a regulação emocional e a capacidade de manter a calma diante de dificuldades.
Essa qualidade mental reduz a ansiedade, melhora decisões e evita reações impulsivas, algo extremamente valioso em um cenário atual marcado pela urgência constante.
4. Esforço gera resultados
Quem cresceu nesse período foi educado com a ideia de que dedicação, disciplina e persistência realmente faziam diferença.
Esse entendimento está ligado ao chamado locus de controle interno, conceito central na psicologia.
Como resultado, esses adultos tendem a ser mais autônomos, responsáveis e confiantes na própria capacidade de enfrentar desafios.
5. Entender de que a recompensa não é imediata
Esperar fazia parte da vida. Desde uma compra até uma conquista pessoal, tudo exigia planejamento e paciência.
Aprender a lidar com o tempo fortalece a tolerância à frustração e reduz impulsividade.
Essa é uma das qualidades mentais mais afetadas na era da gratificação instantânea.
6. Habilidade para resolver conflitos
Sem mensagens instantâneas, os conflitos precisavam ser resolvidos presencialmente.
Conversas difíceis aconteciam olho no olho.
Isso estimulava empatia, escuta ativa, negociação e responsabilidade emocional, habilidades sociais que a psicologia considera fundamentais para relações saudáveis.
7. Emoção e decisão
Pessoas dessa geração desenvolveram maior controle emocional ao tomar decisões importantes.
Agir no calor do momento não era incentivado.
Essa habilidade protege contra arrependimentos, conflitos desnecessários e escolhas precipitadas, favorecendo equilíbrio mental e maturidade emocional.
8. Resiliência
Sem acesso imediato a respostas prontas, era preciso testar soluções, errar e aprender com a própria experiência.
Esse processo fortaleceu a autoconfiança e a sensação de competência pessoal.
A psicologia chama isso de resiliência por domínio, quando a segurança interna nasce da superação gradual de desafios.
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