Polícia Civil investiga suspeita de fraude em contratos de obras que ultrapassam R$ 5 milhões em Goiás
Mandados foram cumpridos dentro de inquérito que apura acordos firmados após ingresso de servidor em autarquia estadual

*Matéria atualizada às 12h47
A Polícia Civil (PC) deflagrou, nesta terça-feira (13), a Operação Nexo Oculto, com foco na apuração de supostos crimes contra a Administração Pública envolvendo procedimentos licitatórios na área de obras.
A ação é conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap) e teve como objetivo o cumprimento de mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares, no contexto de uma investigação em andamento.
De acordo com a PC, o inquérito teve início a partir de informações encaminhadas pela Gerência de Ações Estratégicas da Secretaria de Estado de Infraestrutura, que apontaram indícios de irregularidades em processos licitatórios relacionados à contratação de serviços de obras públicas.
Entre os fatos apurados estão suspeitas de manipulação de processos licitatórios para favorecer uma empresa ou grupo específico.
Além disso, a polícia investiga denúncias de conflito de interesses e a manutenção de vínculo não declarado entre um servidor público temporário e uma empresa contratada pela administração.
As investigações indicam que, após o ingresso do servidor na autarquia, os contratos firmados com a empresa investigada ultrapassaram o montante de R$ 5 milhões, o que reforçou as suspeitas levantadas pelos órgãos de controle interno.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais civis apreenderam documentos, equipamentos eletrônicos, mídias de armazenamento e uma quantia em dinheiro em espécie.
Todo o material recolhido será submetido a análise técnica, com o objetivo de aprofundar as investigações e contribuir para a completa elucidação dos fatos.
A Polícia Civil informou que as apurações seguem em andamento e que novas medidas não estão descartadas. Até o momento, nomes de investigados não foram divulgados, em razão do andamento do inquérito.
A Seinfra se posicionou com a seguinte nota:
“A Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) informa que os contratos e o servidor envolvido na operação Nexo Oculto são da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), autarquia jurisdicionada à Seinfra. A própria agência foi responsável por levar o caso ao conhecimento da Polícia Civil, que passou a conduzir a apuração de forma técnica e independente.
O servidor citado no caso, que ocupava função temporária na Goinfra, foi imediatamente desligado e toda a estrutura estadual está colaborando integralmente com as investigações, que referem-se a licitações realizadas em 2023, ligadas a obras de arte especiais (pontes).
O Governo de Goiás deixa claro que não protege irregularidades nem agentes que violem a lei. Caso sejam confirmadas responsabilidades, todos os envolvidos serão devidamente responsabilizados e punidos, nas esferas administrativa, civil e penal, conforme determina a legislação.
A Seinfra, inclusive, mantém na sua sede uma gerência vinculada à Polícia Civil, dedicada exclusivamente à garantia da lisura dos atos administrativos da secretaria e de suas jurisdicionadas: Goinfra, Saneago, Codego e Agehab.
O Governo de Goiás, a Seinfra e a Goinfra reafirmam compromisso absoluto com a legalidade, a transparência, o combate permanente à corrupção e o fortalecimento constante dos mecanismos de compliance, controle interno e cooperação institucional.”
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