Entre materiais escolares e livros, pais podem economizar entre 40% e 90% na volta às aulas em Anápolis

Com tantos gastos no início do ano, dicas de como pagar mais barato nos itens podem salvar o planejamento financeiro

Natália Sezil Natália Sezil -
Economizar nos livros é uma forma de "aliviar" o bolso na volta às aulas.
Economizar nos livros é uma forma de “aliviar” o bolso. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Com a volta às aulas batendo à porta, pais e mães que ainda precisam adquirir os materiais escolares dos filhos torcem para conseguir economizar nessa “missão”.

A tarefa pode se repetir todos os anos. Mesmo assim, novas dicas continuam sendo bem-vindas. Entre preços flutuantes e descontos consideráveis, ainda há esperança para sentir um alívio no bolso.

A primeira delas é, simplesmente, pesquisar. Um mesmo item, por mais comum que seja, pode ser encontrado a preços bastante diferentes dependendo do estabelecimento.

Em Anápolis, o Procon ainda não atualizou este levantamento para 2026. Mas é possível ter uma noção a partir das pesquisas feitas pelo órgão em Goiânia, a 40 km de distância.

Foram 73 itens avaliados dentre 14 estabelecimentos da capital. O resultado surpreendeu: comprando os mesmos produtos (em modelo e marca), uma conta que sairia a R$ 101 em um lugar poderia custar R$ 19 em outro.

Procon apontou principais diferenças nos preços do material escolar.

Procon apontou principais diferenças nos preços do material escolar. (Foto: Divulgação)

O lápis preto nº 2, por exemplo – considerado essencial, principalmente para os alunos mais novos – apresentou variação de até 812% no valor. Encontrado a R$ 0,80 na primeira papelaria, ele era vendido a R$ 7,30 na segunda.

A dica vale para várias mercadorias: borrachas, apontadores, canetas, cadernos, pastas, colas e até papéis de EVA e pincéis de pintura. Todos eles da mesma “categoria”, que, mesmo sendo parte grande da compra de volta às aulas, ainda não correspondem ao total.

Livros também podem sair mais barato

A segunda coisa que pode pesar no bolso na hora de se preparar para um novo ano letivo são os livros. Economizar nos didáticos pode ser mais difícil – ou porque são no modelo apostila, ou por terem sido reformulados recentemente, o que demanda que sejam sempre novos.

Resta pagar mais barato nos paradidáticos. Os livros literários, que se mantêm atualizados por mais tempo e podem ser adotados por várias escolas ao longo dos anos, podem ser um alívio significativo na carteira por um único detalhe: eles também são comercializados usados.

Por isso, quem procura economia na volta às aulas pode encontrá-la nos sebos da cidade. Em Anápolis, duas livrarias adotam o estilo e vendem seminovos há décadas: a Livraria Cultural e a Livraria Marília, ambas no Setor Central.

Livraria Cultural, no Centro de Anápolis. (Foto: Samuel Leão/Portal 6)

Adevenir do Carmo, que trabalha na Cultural há mais de duas décadas, explica que o custo cai quase pela metade. “Os pais que nos procuram têm como principal objetivo conseguir livros usados, porque são 40% abaixo do preço dos novos”, afirma.

Ele ainda explica outra possibilidade, que avalia como interessante: “também tem a opção de trazerem os livros deles, porque nós pegamos quando está sendo utilizado em outras escolas e abatemos na compra do cliente”.

A internet é outra opção

Em um mundo cada vez mais conectado, muitos se perguntam se não dá para economizar comprando online. A resposta é que sim, e sites como a Estante Virtual podem ajudar.

O portal é mais um caminho para pagar mais barato nos livros porque conecta sebos e livrarias de várias cidades brasileiras. Como é alimentado diretamente pelo setor comercial do país, significa não apenas pagar mais barato, mas também fomentar o comércio local de outros municípios.

Essa opção demanda comprar online – portanto, vale pesquisar sobre o estabelecimento e conferir o prazo de entrega.

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Natália Sezil

Natália Sezil

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás, é estagiária do Portal 6 e atua na cobertura do cotidiano. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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