A causa animal não vive de discurso. Vive de atitude
Onde a violência contra animais é tolerada, outras formas de violência costumam existir.

Eu vejo o que muitos preferem não ver. Eu escuto o choro que não aparece nas fotos. Eu sinto a dor que não cabe em um post.
Falar sobre a causa animal se tornou comum. Palavras, discursos e manifestações de indignação surgem com facilidade, especialmente quando um caso grave vem à tona. Mas a realidade é dura e precisa ser dita com clareza: não basta falar sobre os animais. A causa animal exige atitude.
A dó é importante. Ela nos sensibiliza, nos acorda, nos faz perceber que algo está errado. Mas a dó, sozinha, não cura, não alimenta e não paga tratamento. Todos os dias, resgates acontecem com o coração apertado e a conta vazia, porque o amor, por si só, não sustenta essa luta.
Quando alguém sente dó e segue adiante, o animal continua ali, abandonado, ferido, invisível. Quando alguém sente dó e age, esse mesmo animal ganha uma chance.
Atitude é o que transforma realidades. É investir em políticas públicas efetivas, em castração, fiscalização e educação. É responsabilizar quem abandona e maltrata. É apoiar quem está na linha de frente, muitas vezes de forma silenciosa, enfrentando desgaste emocional, físico e financeiro.
Também é preciso romper com a ideia de que a causa animal é exagero ou pauta secundária. Onde a violência contra animais é tolerada, outras formas de violência costumam existir. Proteger os animais é proteger a vida, é educar para o respeito, é fortalecer a noção de coletividade.





