Além de R$ 1.621 por mês, idosos também têm direito a solicitar mais benefícios do governo

Um cadastro simples conecta idosos a vantagens que vão além do esperado

Magno Oliver Magno Oliver -
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(Foto: Reprodução/Agência Brasil)

O Benefício de Prestação Continuada (BPC), no valor de um salário mínimo, é uma das principais políticas de proteção social voltadas à população idosa de baixa renda no Brasil.

Em 2026, ele corresponde a R$ 1.621 mensais, mas está longe de ser o único direito disponível para quem atende aos critérios exigidos pelo governo federal.

Idosos com 60 anos ou mais, inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e com renda familiar per capita de até meio salário mínimo, podem acessar a uma série de auxílios complementares.

O cadastro, realizado nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), é a porta de entrada para praticamente todas as políticas sociais voltadas a esse público.

Entre os benefícios mais relevantes está a Tarifa Social de Energia Elétrica. O programa concede descontos progressivos na conta de luz, que podem chegar a 65% para famílias de baixa renda, conforme o volume de consumo mensal.

O abatimento é aplicado automaticamente após a validação do CadÚnico junto à distribuidora de energia. Outro direito que pode gerar impacto significativo no orçamento é a isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Embora não seja uma regra nacional, muitos municípios oferecem o benefício a idosos de baixa renda. Nesses casos, a inscrição no CadÚnico costuma ser exigida como comprovação da condição socioeconômica, cabendo ao interessado solicitar o desconto diretamente à prefeitura.

Além disso, famílias cadastradas podem ter acesso à Tarifa Social de Água e Esgoto, com percentuais de desconto definidos pelas companhias estaduais de saneamento.

As regras variam conforme a região, o que torna essencial a consulta junto à concessionária responsável pelo serviço local.

Há ainda vantagens menos conhecidas, como a isenção da taxa de inscrição em concursos públicos federais para candidatos pertencentes a famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico.

Para garantir o acesso contínuo a todos esses direitos, especialistas reforçam a importância de manter o cadastro sempre atualizado, com revisão periódica a cada dois anos ou sempre que houver mudanças na renda ou na composição familiar.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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