6 hábitos que ajudam a retardar o envelhecimento do cérebro, segundo Harvard
Protocolo de Harvard aposta em rotina simples para proteger a memória e reduzir riscos de doenças cognitivas

Manter o cérebro jovem não depende de soluções milagrosas, mas de escolhas diárias consistentes. É o que defende o neurologista Rudolph E. Tanzi, da Universidade de Harvard, após décadas de pesquisa sobre doenças neurodegenerativas.
Para ele, o estilo de vida é a principal ferramenta de proteção cognitiva. Aos 67 anos, Tanzi segue o próprio método, chamado protocolo Shield.
A proposta é fortalecer a reserva cerebral, uma espécie de escudo biológico que ajuda a atrasar o surgimento de sintomas de perda de memória. Segundo o especialista, agir cedo faz diferença.
Os seis hábitos do protocolo Shield
- Sono de qualidade: dormir entre sete e oito horas permite que o cérebro faça uma “faxina” noturna, eliminando proteínas tóxicas ligadas ao Alzheimer e consolidando a memória.
- Controle do estresse: níveis elevados de cortisol são prejudiciais aos neurônios, e técnicas de meditação com foco em imagens ajudam a interromper o excesso de pensamentos.
- Interação social: manter contato frequente com pessoas que geram bem-estar estimula diversas áreas cerebrais e reduz riscos de isolamento e declínio cognitivo.
- Atividade física: exercícios regulares estimulam a formação de novas células cerebrais e melhoram a circulação, com estudos indicando que até caminhadas diárias já trazem benefícios.
- Aprendizado constante: aprender algo novo, como música ou idiomas, cria novas conexões neurais e amplia a capacidade do cérebro de se adaptar ao longo do tempo.
- Dieta para o microbioma: uma alimentação rica em fibras, vegetais e gorduras boas equilibra as bactérias intestinais que influenciam diretamente a saúde do cérebro.
Por que esses hábitos funcionam juntos
O protocolo não atua em apenas um aspecto da saúde mental. Ele combina sono, estímulo, movimento e nutrição para reduzir inflamações e fortalecer conexões neurais. Esse conjunto cria um ambiente favorável para o cérebro se manter funcional por mais tempo.
A chamada reserva cerebral funciona como um “colchão de proteção” contra perdas naturais da idade. Quanto mais forte ela é, maior a capacidade de compensar danos antes que sintomas apareçam. Por isso, hábitos simples ganham tanto peso no método.
Segundo Tanzi, esperar sinais de falha na memória é agir tarde demais. A prevenção começa muito antes, na rotina diária. Pequenas escolhas, repetidas ao longo dos anos, constroem um cérebro mais resistente.
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