Ao menos 15 escolas de Goiás podem ter sofrido desvio de recursos para apostas online, revela secretária da Educação

Casos envolvem diretores e assessores financeiros que teriam utilizado senhas de acesso às contas bancárias das unidades escolares

Gabriella Pinheiro Gabriella Pinheiro -
Professores vão receber 13º, 14º, 15º, 16º e 17º salário. (Foto: Divulgação)
Professores vão receber 13º, 14º, 15º, 16º e 17º salário. (Foto: Divulgação)

Pelo menos 15 escolas da rede estadual de Goiás podem ter sido alvo de desvios de recursos públicos supostamente cometidos por gestores viciados em jogos de apostas on-line, como o conhecido “Tigrinho”. A informação foi revelada pela secretária de Estado da Educação, Fátima Gavioli, em entrevista ao Mais Goiás.

Segundo a secretária, as irregularidades foram identificadas por meio de auditorias internas e denúncias feitas pela própria comunidade escolar. As apurações ocorrem tanto na esfera administrativa quanto na criminal.

De acordo com Gavioli, os casos envolvem diretores e assessores financeiros que teriam utilizado senhas de acesso às contas bancárias das unidades escolares para desviar recursos.

A suspeita de que o dinheiro tenha sido utilizado para sustentar o vício em apostas on-line ainda precisa ser confirmada de forma definitiva.

No entanto, conforme a secretária, o comportamento dos investigados reforça essa linha de apuração, já que alguns teriam contraído diversos empréstimos bancários antes da subtração dos valores.

“Os depoimentos indicam que os recursos foram destinados a jogos virtuais”, afirmou.

Os processos tramitam sob sigilo, e, por esse motivo, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que não está autorizada a divulgar detalhes das investigações. Ainda assim, a pasta confirmou que já há casos registrados neste ano.

“Graças a Deus, o número de casos ainda é pequeno. Minha preocupação maior é com os jovens, porque, se não fizermos algo, podemos ter uma geração inteira muito envolvida com jogos”, destacou a secretária.

Gavioli também explicou que, ao ser identificado qualquer indício de desvio de recursos, os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) são imediatamente suspensos para a unidade escolar investigada.

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Gabriella Pinheiro

Gabriella Pinheiro

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, está sempre atenta aos temas que impactam o dia a dia da população. Começou como estagiária no Portal 6 e, com dedicação e olhar apurado, chegou à editoria. Tem interesse especial na prestação de serviços, mas não dispensa uma boa reportagem ou uma história bem contada.

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