Usina nuclear na Lua: projeto russo anuncia primeiro programa de geração de energia fora da Terra
Rússia planeja instalar usina nuclear na Lua até 2036 para abastecer bases científicas e missões de exploração contínua
A exploração espacial entrou em uma nova fase estratégica. A Rússia anunciou planos para construir a primeira usina nuclear na Lua, abrindo caminho para a geração contínua de energia fora da Terra.
O projeto é liderado pela Roscosmos e marca a transição de missões pontuais para uma presença científica permanente no satélite natural. A iniciativa também reforça a corrida internacional por infraestrutura lunar.
Projeto prevê usina nuclear lunar até 2036
A Roscosmos assinou contrato com a NPO Lavochkin para desenvolver uma usina nuclear na Lua até 2036. O plano prevê ao menos três missões lunares, programadas para 2033, 2034 e 2035.
As duas primeiras missões terão foco na entrega e no suporte da infraestrutura. O módulo de energia nuclear deve ser transportado e instalado na Lua na missão de 2035.
Segundo a agência russa, a usina fornecerá energia de longo prazo para veículos exploradores, observatórios científicos e estruturas da Estação Internacional de Pesquisa Lunar. O projeto envolve também a Rosatom e o Instituto Kurchatov.
Energia nuclear como base para ocupação permanente
A Roscosmos classifica o projeto como um passo decisivo para a criação de uma estação científica lunar permanente. A ideia é garantir autonomia energética em um ambiente onde painéis solares têm limitações.
Vasily Marfin, CEO da NPO Lavochkin, destacou a complexidade e as incertezas técnicas da iniciativa. Ele ressaltou que o módulo energético está sendo desenvolvido em cooperação com a Rosatom e sob supervisão científica especializada.
O desenvolvimento inclui testes em solo, ensaios de voo e a implantação gradual da infraestrutura lunar. A proposta é sustentar missões de longa duração com maior segurança e previsibilidade.
Corrida global por bases lunares já está em andamento
Rússia e China firmaram acordos para liderar a Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS). Países como Belarus, África do Sul e Sérvia também aderiram ao projeto, que deve ser construído em três fases ao longo da década de 2030.
Pesquisadores chineses avaliam o uso de basalto lunar como material de construção. A estratégia reduziria custos ao evitar o transporte de materiais da Terra.
Outras potências seguem o mesmo caminho. A NASA e o Departamento de Energia dos EUA planejam instalar reatores nucleares na Lua até 2030, enquanto empresas europeias estudam tecnologias para abastecer futuros assentamentos lunares.
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