Empresas que usam maquininha de cartão terão imposto abatido no ato da venda
Mudança prevista na Reforma Tributária cria o modelo de Split Payment, no qual o imposto segue direto para o governo no momento do pagamento

Empresas que utilizam maquininha de cartão no Brasil devem se preparar para uma mudança significativa na forma de recolhimento de tributos.
A Reforma Tributária institui o chamado Split Payment, modelo em que o imposto é separado automaticamente no momento da venda e transferido diretamente ao governo. Com isso, o empresário passa a receber apenas o valor líquido da operação.
As informações foram divulgadas pela Consulte Contabilidade, por meio do perfil @consultecontabilidade nas redes sociais.
Segundo o conteúdo, o novo sistema altera de forma direta o fluxo financeiro das empresas, principalmente daquelas que utilizam o valor do imposto como capital de giro antes do pagamento das guias.
Como funciona o Split Payment
No modelo de Split Payment, quando o cliente realiza o pagamento, o valor do imposto não passa mais pela conta da empresa. O sistema já faz a separação automática no ato da transação, e o tributo segue diretamente para o governo. Assim, o empreendedor deixa de receber o valor cheio da venda e passa a ter acesso apenas ao montante líquido.
Na prática, isso significa o fim da possibilidade de utilizar temporariamente o dinheiro do imposto para pagar fornecedores, folha salarial ou outras despesas do dia a dia. A empresa precisa trabalhar com um controle financeiro mais rigoroso desde o primeiro momento.
Impacto direto no fluxo de caixa
A principal mudança ocorre no fluxo de caixa. Com o imposto descontado imediatamente, a empresa perde uma margem de manobra financeira que, até então, ajudava a equilibrar contas no curto prazo.
Por isso, especialistas alertam que o planejamento financeiro se torna ainda mais essencial.
Além disso, a fiscalização passa a ocorrer em tempo real. Ao realizar a venda, o governo já recebe a informação e o valor do imposto correspondente. Dessa forma, o modelo reduz brechas para sonegação e aumenta o controle sobre as operações comerciais.
Quando a regra começa a valer
Apesar da repercussão, o Split Payment ainda não entra em vigor de forma imediata. A implementação começa a partir de 2027, em uma fase inicial opcional e restrita a operações entre empresas, no modelo B2B.
Somente em um segundo momento o sistema se torna obrigatório e passa a alcançar também as vendas ao consumidor final, no formato B2C.
Segundo a Consulte Contabilidade, o objetivo da mudança é simplificar o sistema tributário, reduzir a burocracia e combater a evasão fiscal. No entanto, a transição exige atenção dos empresários para evitar desequilíbrios financeiros.
Planejamento será decisivo para as empresas
A recomendação dos especialistas é clara: não há motivo para desespero, mas o preparo precisa começar o quanto antes.
Empresas que dependem do imposto para manter o caixa ativo devem revisar processos, reorganizar despesas e ajustar a gestão financeira para o novo cenário.
O Split Payment representa uma das novidades mais relevantes da Reforma Tributária e promete mudar, de forma definitiva, a relação das empresas com o recolhimento de impostos no Brasil.
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