Nem óleo de soja, nem manteiga: a gordura ideal para cozinhar no dia a dia e manter a saúde, aponta estudo
Pesquisa brasileira comparou diferentes tipos de gordura no preparo de alimentos e observou efeitos distintos sobre colesterol e outros marcadores do organismo

Um estudo conduzido no Brasil voltou a colocar em pauta uma dúvida comum nas cozinhas.
Qual gordura é mais adequada para o preparo diário dos alimentos sem causar prejuízos à saúde? A pesquisa analisou os efeitos do consumo frequente de diferentes tipos de gordura e trouxe um resultado que surpreendeu parte do público acostumado a evitar produtos de origem animal.
De acordo com os dados observados, a banha de porco, quando utilizada de forma moderada no preparo das refeições, apresentou impactos menos negativos em indicadores relacionados à saúde cardiovascular do que o tradicional óleo de soja.
O estudo acompanhou voluntários por cerca de um mês e meio, período em que as refeições foram preparadas sempre com uma única fonte de gordura.
Ao final da análise, os participantes que consumiram alimentos feitos com óleo de soja apresentaram queda significativa nos níveis de HDL, conhecido como colesterol “bom”, além de alterações desfavoráveis em outros marcadores lipídicos.
Já entre aqueles que utilizaram banha de porco, os resultados mostraram maior estabilidade desses indicadores.
Um dos pontos levantados pelos pesquisadores é a estabilidade da gordura durante o aquecimento.
A banha de porco suporta melhor altas temperaturas, o que reduz a formação de compostos indesejáveis durante o preparo dos alimentos.
Óleos vegetais refinados, por outro lado, podem sofrer alterações químicas mais intensas quando submetidos a calor elevado.
Isso não significa, porém, que a banha de porco deva ser consumida sem critério. Especialistas reforçam que o fator determinante para a saúde não está apenas no tipo de gordura, mas na quantidade e na frequência de consumo.
O uso excessivo de qualquer gordura, seja animal ou vegetal, pode trazer riscos ao organismo.
A pesquisa também não descarta outras opções, como azeites e óleos menos processados, que podem ser utilizados de acordo com o tipo de preparo.
O principal alerta é evitar a ideia de que exista uma gordura totalmente inofensiva ou uma única escolha ideal para todas as situações.
No fim, o estudo reforça uma mensagem importante. Cozinhar de forma saudável envolve equilíbrio, variedade e atenção ao modo de preparo.
Mais do que eliminar ingredientes tradicionais, o caminho passa por usar cada um deles com consciência.
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