A estrada mais perigosa do mundo tem 65 km, não é asfaltada e é conhecida como Estrada da Morte

Local estreito e traiçoeiro que já causou centenas de mortes, hoje virou ponto turístico de aventura, mesmo com riscos ainda presentes

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
A estrada mais perigosa do mundo tem 65 km, não é asfaltada e é conhecida como Estrada da Morte
(Foto: Captura de tela/YouTube)

A North Yungas Road, popularmente chamada de Estrada da Morte, é uma estrada conhecida mundialmente pelo perigo extremo que representa para quem tenta percorrê-la. A via liga La Paz, capital da Bolívia, à região dos Yungas, atravessando os Andes em um trecho íngreme e estreito.

Essa estrada tem cerca de 64 km de extensão e foi construída nos anos 1930 para conectar áreas isoladas à capital. No entanto, sua construção e condições naturais tornaram-na notória por quedas acentuadas, falta de proteção lateral e curvas perigosas.

Terreno traiçoeiro e história de acidentes

A estrada desce mais de 3 450 m de altitude em menos de 65 km, passando de regiões frias do altiplano até florestas tropicais. Em muitos trechos, a via tem menos de 3 m de largura e carece de guard-rails, o que significa que um pequeno erro pode levar veículos para precipícios de até 600 m ou mais.

Condições climáticas extremas adicionam ainda mais perigo. Durante a estação chuvosa, a estrada fica coberta de lama e poças escorregadias. A neblina frequente reduz drasticamente a visibilidade. Além disso, deslizamentos de terra e queda de rochas tornam o percurso ainda mais arriscado.

Até meados dos anos 2000, estimava-se que entre 200 e 300 pessoas morriam por ano na North Yungas Road devido a acidentes. Por isso, ela entrou para várias listas como uma das estradas mais fatais do mundo.

Mudanças e alternativas modernas

Com o tempo, o governo boliviano construiu uma estrada moderna e asfaltada que substituiu boa parte do tráfego naquela rota original. Essa nova via tem duas faixas, guard-rails e melhores condições de segurança, e diminuiu a necessidade de veículos utilizarem a antiga estrada.

No entanto, a North Yungas Road ainda existe e segue atraindo turistas que buscam aventura. Ciclistas e motoristas interessados em desafios extremos percorrem a rota antiga, que hoje é considerada mais um ponto turístico radical do que uma via de transporte essencial.

Turismo de aventura e riscos ainda presentes

Mesmo com a estrada alternativa, milhares de visitantes continuam a percorrer a antiga Estrada da Morte todos os anos, principalmente em bicicletas de mountain bike. O trajeto se tornou um desafio de adrenalina por conta das curvas fechadas, mudanças rápidas de clima e precipícios íngremes.

Por outro lado, apesar de o perigo ter diminuído com a nova estrada, especialistas em turismo de aventura alertam que a North Yungas Road ainda é traiçoeira. A combinação de tempo incerto, terreno irregular e a falta de infraestrutura em diversos trechos exige cuidado extremo.

Legado e lugar na cultura popular

A Estrada da Morte ganhou espaço na cultura popular e já foi destaque em programas de televisão e documentários sobre locais extremos. Isso ajudou a consolidar sua fama de rota mortal, mesmo que hoje o número de acidentes tenha caído comparado ao passado.

Ao mesmo tempo, o local também virou símbolo de resistência às condições naturais dos Andes e lembrança de como a geografia pode desafiar a engenharia humana.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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