Rua não é lar: alimentar não é o mesmo que proteger
Mesmo quando alguém ajuda com alimento, eles continuam vulneráveis

Tenho recebido muitas mensagens de pessoas preocupadas quando um animal que vivia na rua é resgatado. A pergunta sempre surge: “Mas ele já não tinha quem cuidasse?”.
Eu preciso dizer com clareza: colocar comida não significa assumir responsabilidade legal ou garantir proteção de verdade.
A rua é um ambiente de risco permanente. Atropelamentos, doenças, maus-tratos, frio, fome e violência fazem parte da rotina desses animais.
Mesmo quando alguém ajuda com alimento, eles continuam vulneráveis. E a nossa Constituição determina que é dever do poder público e da sociedade proteger os animais contra a crueldade. Proteção não é improviso. Proteção é abrigo, é cuidado veterinário, é castração, é segurança.
Quando um animal é resgatado, tratado e encaminhado para um lar responsável, não estamos “tirando de alguém”. Estamos tirando do perigo. O direito maior é o direito do animal ao bem-estar.
Precisamos compreender que boa intenção é importante, mas responsabilidade é essencial. Se amamos os animais, devemos lutar para que tenham dignidade, estabilidade e futuro. Porque rua nunca será melhor que um lar.
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