Tecnologia constrói casas em 24 a 48 horas e anima mercado da construção civil
Método automatizado promete encurtar prazos de obra e pode abrir caminho para novas soluções em moradia, custos e produtividade no setor

Durante décadas, construir uma casa foi sinônimo de meses de obra, barulho, poeira, retrabalho e uma equipe grande circulando pelo canteiro. Mas, nos últimos anos, a construção civil passou a flertar cada vez mais com automação, industrialização e métodos capazes de encurtar prazos sem abrir mão de segurança.
Agora, uma tecnologia que parecia distante do cotidiano começa a chamar atenção de empresários, engenheiros e investidores: a impressão 3D aplicada à construção de moradias.
A proposta é ousada: erguer a estrutura principal de uma casa em 24 a 48 horas, usando impressoras 3D gigantes que “imprimem” paredes com um concreto especial e operam com uma equipe reduzida.
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O modelo já aparece em projetos residenciais nos Estados Unidos e vem sendo observado de perto por um setor que busca soluções para reduzir custos, enfrentar a falta de mão de obra e acelerar entregas.
Em vez de tijolo sobre tijolo, a máquina deposita camadas de material de forma contínua, seguindo um projeto digital. A estrutura vai ganhando forma em tempo real, com precisão e repetição difícil de alcançar em obras tradicionais.
A promessa é diminuir desperdício, reduzir falhas humanas e manter um padrão uniforme.
Apesar da velocidade, o método não elimina todas as etapas de uma obra. Serviços como fundação, instalações elétricas e hidráulicas, telhado e acabamento continuam exigindo planejamento e mão de obra especializada.
O diferencial está em encurtar justamente a fase mais pesada e demorada: levantar paredes e estrutura.
A construção civil convive com desafios conhecidos: aumento de custos, prazos estourados, dificuldade de encontrar profissionais e desperdício de material.
Uma tecnologia que acelera a etapa estrutural e exige menos pessoas por operação chama atenção porque pode reequilibrar essa conta.
Além disso, construir mais rápido significa liberar terrenos e recursos mais cedo, reduzir despesas de canteiro e atender demandas urgentes por moradia, principalmente em momentos de pressão por habitação e expansão urbana.
A chegada das impressoras 3D não significa o “fim” de profissões tradicionais, mas indica mudança de função.
Em vez de tarefas repetitivas e pesadas, cresce a demanda por operadores, técnicos, manutenção, planejamento digital e profissionais capazes de integrar obra física e projeto computacional.
Na prática, o canteiro tende a ficar mais enxuto, com menos circulação de pessoas e mais etapas concentradas em equipes especializadas, o que pode alterar a lógica de contratação e treinamento no setor.
Mesmo com o entusiasmo, a construção 3D enfrenta barreiras: custo do equipamento, logística de operação, adaptação a normas locais, aprovação em códigos de obras e comprovação de durabilidade a longo prazo.
Além disso, nem todos os terrenos e projetos se adaptam com facilidade ao método, especialmente em regiões com clima extremo ou infraestrutura urbana complexa.
Ainda assim, para o mercado, o recado é claro: a industrialização da construção está avançando e a impressão 3D começa a deixar de ser experimento para virar alternativa real em alguns projetos.
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