Entenda por que é proibido comer camarão durante a quaresma
Período religioso coincide com período de preservação da espécie em diversas regiões do país, reforçando debate entre tradição cristã e preservação das espécies

Na quaresma, o camarão costuma ganhar destaque na mesa de cristãos. Permitido pela tradição católica, uma vez que não é considerada carne de animal terrestre, o crustáceo aparece como alternativa à carne vermelha.
Neste ano, porém, a escolha não vai ser tão simples assim, e envolve um fator que vai além da tradição: o período de defeso.
Desde o final de janeiro, está em vigor no Litoral Norte de São Paulo a proibição da captura de determinadas espécies de camarão.
A medida, prevista em portaria federal publicada em 2022, se estende até 30 de abril e também vale para áreas do Sudeste e do Sul do Brasil.
O objetivo é proteger o ciclo reprodutivo dos crustáceos e garantir a renovação natural da espécie.
A interrupção temporária da atividade é considerada essencial para que os animais completem a reprodução, evitando impactos à sustentabilidade da pesca.
A comercialização continua permitida apenas para produtos capturados antes do início da restrição e devidamente desembarcados até 30 de janeiro.
O descumprimento das regras pode resultar em multas e apreensão de embarcações e equipamentos.
Para representantes do setor pesqueiro, respeitar o defeso é fundamental para manter a atividade sustentável.
A pausa garante a reprodução das espécies e contribui para a continuidade do trabalho das futuras gerações de pescadores.
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