“Pedimos acolhimento”: comerciante nega água e banheiro a garis, e caso pode virar lei
Após denúncias de constrangimento, trabalhadoras da limpeza urbana relatam mudança no tratamento nas ruas

O pedido das garis era simples: água e banheiro. Mas foi preciso transformar constrangimento em mobilização para que a pauta ganhasse voz nas ruas de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.
Após denunciar negativas de uso de sanitários durante o expediente, garis da cidade passaram a sentir uma mudança no tratamento recebido — e afirmam que algo começou a se transformar.
A iniciativa partiu das próprias profissionais da limpeza urbana, que relataram situações recorrentes de constrangimento ao tentar acessar banheiros ou conseguir água em estabelecimentos comerciais.
A divulgação do caso sensibilizou parte do comércio local, que passou a fixar cartazes nas fachadas reafirmando respeito e apoio às trabalhadoras.
Pessoas que acompanharam as reportagens passaram a cumprimentar, oferecer água e demonstrar solidariedade. Um gesto que, para muitas, representa mais do que cortesia.
O movimento já entrou em uma nova etapa. Além de ampliar o debate sobre dignidade, a mobilização pode resultar em um projeto de lei.
A proposta, construída em parceria com o vereador Cleiton Cesar Agnoletto (Progressistas), está em fase final.
Além da pauta sobre acolhimento e respeito, o movimento também deve avançar para discutir remuneração e benefícios.
Muitas dessas profissionais acumulam dupla jornada, iniciando o dia ainda de madrugada e conciliando o trabalho nas ruas com responsabilidades familiares.
A iniciativa que começou com um pedido por condições básicas agora amplia o debate sobre direitos, reconhecimento e valorização de quem mantém a cidade limpa todos os dias.
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