Prefeitura de Anápolis começa a vistoriar se provedoras de internet regularizaram fios soltos

Medida compõe o programa "Anápolis Rede Segura", instaurado após morte de João Victor Gontijo, em setembro de 2025

Natália Natália Sezil -
Prefeitura vistoria se fios soltos ou não identificados foram regularizados nos postes de Anápolis.
Prefeitura vistoria se fios soltos ou não identificados foram regularizados nos postes de Anápolis. (Foto: Paulo de Tarso/Prefeitura de Anápolis)

A Prefeitura de Anápolis e o Ministério Público de Goiás (MPGO) começaram a vistoriar se as provedoras de internet que tinham fios desorganizados, clandestinos ou soltos nos postes da cidade regularizaram a situação.

O primeiro bairro visitado, na manhã desta terça-feira (24), foi a Vila Santa Isabel. O setor compõe a região 4, que inclui o Cidade Jardim e funciona como ponto de partida para o programa Anápolis Rede Segura.

A medida é mais uma das que foram instauradas após a trágica morte de João Victor Gontijo Oliveira, vítima de choque elétrico na Vila Jussara, em 19 de setembro de 2025.

Para o cumprimento do programa, a cidade foi dividida em 30 zonas. A previsão é de que se aborde uma por mês, totalizando 30 meses para a execução de todo o trabalho.

Na região 4, a ação mostrou que existem 1.012 postes catalogados com 13 empresas atuando. Destas, quatro não compareceram para reajustar o serviço e devem sofrer sanções.

Provedoras que não identificaram os próprios cabos nos postes serão, primeiro, notificadas pelo Diário Oficial do Município (DOM), segundo orientação do promotor de Justiça Alberto Cachuba Júnior.

Se a situação não for regularizada, o cabo ótico deve ser cortado. “A orientação é muito clara; notifica-se e, caso não haja resposta e reorganização da empresa, é preciso cortar o cabo”, frisou o representante do MPGO.

Além disso, provedoras de internet que não obedecerem às normas correm o risco de perder o alvará de funcionamento. Para as que atuam na clandestinidade, os cabos são interrompidos imediatamente.

Relembre

João Victor Gontijo Oliveira, de 10 anos, morreu em 19 de setembro de 2025. Ele andava pela Vila Jussara, na região Central de Anápolis, quando pisou em um fio solto que estava energizado.

Desde então, fez-se uma força-tarefa para regularizar a situação de cabos irregulares pelo município. Diversas reuniões foram marcadas entre Prefeitura, Ministério Público, a Equatorial e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O principal objetivo era identificar a quem pertencia o cabo solto que causara o acidente. No mesmo mês, foi instituída a Lei João Victor, que estabeleceu regras mais rígidas para fios em postes de energia, internet, telefonia e TV a cabo.

Segundo a legislação, passa a ser obrigatório, por exemplo, que toda fiação de internet seja identificada com número de telefone, facilitando contato emergencial.

Em 07 de outubro, quando foi lançado o Anápolis Rede Segura, o prefeito Márcio Corrêa (PL) anunciou prazo de 180 dias para que todas as operadoras atuantes na cidade regularizassem a fiação, retirassem cabos ociosos e eliminassem fios soltos.

Denúncias sobre fiações irregulares podem ser feitas pelo Disque 156, aplicativo Conecta Anápolis ou Zap da Prefeitura.

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Natália

Natália Sezil

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás, é estagiária do Portal 6 e atua na cobertura do cotidiano. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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