Representante das vítimas do Césio-137 lamenta falta de representatividade em série da Netflix
Apesar da crítica, presidente da AVCésio expressa a importância da produção para a preservação da memória das vítimas

O presidente da Associação de Vítimas do Césio-137 usou as redes sociais para se manifestar sobre a série da Netflix que reconstitui o acidente ocorrido em Goiás.
No vídeo publicado, Marcelo Santos Neves lamenta a forma como a produção foi construída e aponta a ausência de participação direta das vítimas e de pessoas que vivenciaram o episódio.
Segundo ele, embora a série tem o mérito de relembrar o momento marcante da história goiana, ela peca pela falta de representatividade. Para o representante das vítimas, a falta de personagens reais enfraquece a conexão com a realidade vivida à época.
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“Eu só não concordo com a falta de participação das vítimas diretas, tanto na interpretação quanto na participação no documentário direto dessa série”, disse no vídeo.
Apesar da crítica, Marcelo expressa a importância da série para a preservação da memória das vítimas.
“Acordei de madrugada para assistir e não dei conta. […] Vou dar meus parabéns a Netflix, em parte porque ela trouxe para o mundo uma realidade que estava meio que esquecida”, comentou.
“O ator principal relata que ele nem sabia que esse acidente já havia existido antes de ser convidado para fazer o filme. E eu penso que assim como ele, muita gente também não sabia”, finalizou Marcelo Neves.
Em nota à imprensa, a Netflix informou que consultou especialistas e pessoas que vivenciaram o acidente para manter o rigor histórico dos fatos. Além disso, o diretor Fernando Coimbra justificou a escolha das locações pela dificuldade de recriar a cidade como era nos anos 1980.
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