Amado Batista entra na lista suja do trabalho escravo por fazendas em Goianápolis
Fiscalização do Ministério do Trabalho identificou condições degradantes e jornadas exaustivas nas propriedades. Defesa do cantor contesta e diz que adequações já foram realizadas

O cantor Amado Batista teve o nome incluído na lista suja do trabalho escravo após fiscalização em duas propriedades rurais localizadas em Goianápolis. A atualização foi divulgada na segunda-feira (06) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
De acordo com a pasta, 14 trabalhadores teriam sido submetidos a condições análogas à escravidão. Dez estavam no Sítio Esperança e quatro no Sítio Recanto da Mata, ambas às margens da BR-060.
A fiscalização ocorreu em novembro de 2024 e apontou jornadas exaustivas, que chegavam a até 18 horas diárias, além de condições precárias de moradia. Em uma das áreas, trabalhadores dormiam em colchões no chão, sem estrutura adequada de higiene ou alimentação.
Os relatos indicam jornadas entre 12 e 16 horas por dia, sem registro formal e com salários atrasados, conforme o Ministério do Trabalho e Emprego.

MTE realizou fiscalização nas propriedades. (Fotos: Divulgação/MTE)
Defesa contesta
A defesa do cantor nega irregularidades. Em comunicado à imprensa, o advogado Mauricio Carvalho afirmou que não houve resgate de trabalhadores e que todos seguem empregados normalmente.
Segundo ele, parte das ocorrências envolvia uma empresa terceirizada em área arrendada. Após a fiscalização, foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público do Trabalho (MPT), com regularização das pendências.
A defesa também informou que as adequações estruturais já foram realizadas e que os trabalhadores possuem registro formal e recebem os direitos trabalhistas. Leia a nota na íntegra:
“Primeiramente, a informação veiculada que de houve o “resgate” de 14 trabalhadores na propriedade do Senhor Amado é completamente falsa e inverídica! Não houve de nenhum trabalhador nas propriedades. Todos os funcionários continuam trabalhando na propriedade normalmente!
Ocorreu uma fiscalização em uma fazenda “arrendada” pelo senhor amado para o plantio de milho, na qual foram identificadas irregularidades na contratação de 4 colaboradores que eram empregados de uma empresa terceirizada que fora contratada para fazer a abertura da área de plantio.
O Fato ocorreu em 2024, foi assinado um TAC com MPT, na qual todas as obrigações dos colaboradores foram integralmente pagas e quitadas.
Outrossim, já estão sendo tomadas todas as providências administrativas para o encerramento de todo e qualquer procedimento de autuação.”
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