Novo tipo de energia: esferas de 9 metros começam a ser afundadas no oceano para gerar energia limpa

Novo tipo de energia com esferas no oceano aposta em armazenamento limpo e, além disso, pode mudar o futuro do setor energético

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Novo tipo de energia com esferas no oceano começa a ser testado na Califórnia e pode revolucionar o armazenamento de energia limpa.
(Foto: Divulgação/Fraunhofer IEE)

Novo tipo de energia com esferas no oceano começou a sair do papel e já chama atenção pelo potencial de transformar o armazenamento de eletricidade. A proposta usa grandes estruturas ocas de concreto no fundo do mar para guardar excedentes de energia renovável e devolvê-los à rede quando houver necessidade.

Pesquisadores alemães do Instituto Fraunhofer de Economia de Energia e Tecnologia de Sistemas de Energia criaram o projeto StEnSea. Agora, a iniciativa entra em uma nova fase com a instalação de uma esfera de 9 metros na costa da Califórnia, nos Estados Unidos.

Como funciona o novo tipo de energia no oceano

A lógica do sistema lembra as usinas hidrelétricas reversíveis, mas funciona no ambiente submarino. Cada esfera fica submersa a centenas de metros de profundidade e traz uma válvula ligada a uma bomba-turbina.

Quando sobra eletricidade na rede, o sistema usa essa energia para bombear a água para fora da esfera. Assim, a estrutura fica carregada. Depois, quando a demanda aumenta, a válvula se abre e a água retorna sob alta pressão, aciona a turbina e gera energia novamente.

Protótipo de 9 metros abre caminho para versões maiores

(Foto: Divulgação/Fraunhofer IEE)

O modelo atual tem 9 metros de diâmetro e pesa quase 400 toneladas. No entanto, os pesquisadores já projetam versões futuras com até 30 metros de diâmetro. Dessa forma, a capacidade de armazenamento pode crescer bastante.

Segundo o texto, testes anteriores com esferas menores, de cerca de 3 metros, já mostraram que os cálculos teóricos estavam corretos. Por isso, a nova etapa tenta descobrir se a tecnologia consegue crescer com segurança e eficiência para uso diário em escala maior.

Sistema promete longa vida útil e grande potencial

Outro ponto que chama atenção envolve a durabilidade. A estimativa aponta vida útil entre 50 e 60 anos. Além disso, a equipe pode trocar a bomba-turbina e o gerador a cada 20 anos sem retirar toda a estrutura do fundo do mar.

O texto também destaca que o potencial global de armazenamento chegaria a cerca de 820 mil gigawatts-hora. Esse volume reforça como a tecnologia pode ganhar espaço em um cenário que ainda oferece poucas soluções para guardar excedentes de eletricidade sustentável.

Projeto também aposta em menor impacto ambiental

(Foto: Divulgação/Fraunhofer IEE)

Além da função energética, a equipe pensou as esferas para interagir com o ambiente marinho. A superfície impressa em 3D favorece a colonização por microrganismos, algas e corais.

Com isso, a tecnologia tenta se firmar não apenas como solução de armazenamento, mas também como alternativa com menor rejeição ambiental. Ainda assim, o teste na Califórnia deve avaliar fabricação, instalação, efeitos ecológicos e manutenção da estrutura.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Para mais informações, incluindo como configurar as permissões dos cookies, consulte a nossa nova Política de Privacidade.