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Gilmar Mendes, do STF, manda soltar Alexandre Baldy

Ex-deputado federal por Goiás, e atual secretário no governo paulista de João Dória, foi um dos alvos da Operação Dardanários

Denilson Boaventura Denilson Boaventura -

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar Alexandre Baldy (PP), ex-deputado federal por Goiás e secretário licenciado de Transportes Metropolitanos de São Paulo. A decisão foi tomada na noite desta sexta-feira (07).

“Ante o exposto, defiro o pedido liminar para suspender a ordem de prisão temporária decretada em relação ao reclamante”, acolheu. “Expeça-se alvará de soltura. Comunique-se com urgência. Determine-se vista dos autos à PGR”, completou.

A decisão de Gilmar Medes foi tomada no âmbito de uma reclamação movida pela defesa de Baldy,  preso na quinta-feira (06) no âmbito da Operação Dardanários, que, segundo o Ministério Público Federal (MPF), investiga “desvios de recursos do Estado do Rio de Janeiro repassados para organização social que administrou diversos hospitais no Rio e em outros locais do país [como Goiás]”.

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A força-tarefa foi autorizada pelo juiz federal Marcelo Bretas, mesmo magistrado do braço carioca da Operação Lava-Jato. Outras cinco pessoas foram presas, como um pesquisador da Fiocruz, mas não tiveram os nomes revelados pelos procuradores.

Segundo a Folha de São Paulo, ‘os investigadores identificaram que o esquema de direcionamento de contratos também chegou à Juceg (Junta Comercial do Estado de Goiás)’, órgão subordinado à Secretaria Estadual de Indústria e Comércio, da qual Baldy era titular e que o projetou localmente para se eleger deputado federal pelo PSDB, em 2014.

Mesmo neófito no Congresso Nacional, Baldy se destacou ao ponto de ser nomeado Ministro das Cidades no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), entre 2017 e 2018.

Não concorreu à reeleição e foi convidado por João Dória (PSDB) a integrar o primeiro escalão do Governo de São Paulo, estado mais rico do Brasil. Desde 2019, Baldy reside no estado paulista.

Na casa dele, em Brasília, a Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 90 mil em espécie.

A assessoria de Baldy, que qualificou a prisão dele como ‘desnecessária e exagerada’, também garante que o secretário não tem participação no esquema investigado pelo MPF.

Nota oficial da Assessoria de Comunicação do Alexandre Baldy

Alexandre Baldy tem sua vida pautada pelo trabalho, correção e retidão. Foi desnecessário e exagerado determinar uma prisão por supostos fatos de 2013, ocorridos em Goiás, dos quais Alexandre sequer participou. Alexandre sempre esteve à disposição para esclarecer qualquer questão, jamais havendo sido questionado ou interrogado, com todos os seus bens declarados, inclusive os que são mencionados nesta situação. A medida é descabida e as providências para a sua revogação serão tomadas.

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