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Após indiciamento de Isabella Freire, PC analisará responsabilidade do namorado

Matheus Oliveira havia prestado depoimento como testemunha e confirmou saber da tentativa de aborto

Rafaella Soares Rafaella Soares -
Matheus Oliveira, na sede da 3ª Delegacia Regional de Polícia Civil. (Foto: Denilson Boaventura/ Portal 6)

O caso do corpo do recém-nascido encontrado carbonizado no Residencial Cerejeiras, na região Leste de Anápolis, no dia 12 de maio, ainda não terminou para o Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da Polícia Civil.

Mesmo que o inquérito referente à Isabella Freire, de 24 anos, tenha sido concluído e ela indiciada por ocultação de cadáver e homicídio duplamente qualificado, o órgão terá agora de analisar se o namorado dela, o engenheiro Matheus Oliveira, de 22 anos, apontado como pai do bebê, será responsabilizado de alguma forma.

A informação foi confirmada ao Portal 6 pelo titular do GIH, Wlisses Valentim, que revelou que haverá um outro “inquérito à parte, já que nesta [primeira], o alvo era ela [Isabella].”

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Quando prestou depoimento, em condição de testemunha, Matheus afirmou que sabia da tentativa de aborto, mas que a companheira havia escondido a continuidade da gravidez.

A estudante, que engordou apenas 5kg durante a gestação, teria dito ao rapaz que a barriga permanecia inchada devido ao procedimento de curetagem, o que ele acreditou.

Já na ocasião do parto, segundo o jovem, ela também teria mentido ao dizer que estava internada na Santa Casa de Anápolis para tomar soro e não podia receber outros acompanhantes senão a mãe.

E no momento do abandono, ela estava sozinha?

Após a divulgação das imagens que mostram apenas o momento em que Isabella tira do carro o corpo do bebê dentro de uma caixa, muitas pessoas passaram a questionar se ela realmente estava sozinha quando cometeu o crime.

De acordo com Wlisses Valentim, a resposta é sim. A estudante dirigiu do bairro Maracanã, onde morava, até o Residencial Cerejeiras para se desfazer do cadáver do filho.

As câmeras também flagraram ela descendo do veículo. O trecho, porém, só não foi divulgado porque é muito longo.

Isso porque, segundo o delegado, havia um outro carro saindo de uma garagem quando Isabella chegou. Por isso, ela ficou em pé, parada, tentando não chamar atenção e aguardando até que não houvesse mais ninguém por perto para abandonar o corpo e atear fogo no lote.

Tudo sobre o que já se sabe sobre o caso Isabella Freire

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