Trabalhadores do transporte coletivo de Goiânia aceitam proposta de reajuste salarial e afastam chance de greve

Sindicato acata valor de 9,36% oferecido por empresas, mas espera nova negociação em setembro para incluir reposição de perdas salariais

Rafael Tomazeti -
Frota de ônibus da Rede Municipal de Transporte Coletivo em Goiânia. (Foto: RMTC).

Os trabalhadores do transporte coletivo de Goiânia aceitaram uma proposta de reajuste de 9,36% em assembleia realizada neste domingo (15) e afastaram a possibilidade de greve.

O acordo entre concessionárias e o Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Goiânia e Região Metropolitana (SindiColetivo) inclui reajuste das gratificações neste mesmo índice e acréscimo de 12% no valor do tíquete alimentação.

O pagamento será retroativo ao mês de março e pago de forma escalonada nos próximos meses. O acordo evita qualquer discussão sobre paralisação do serviço.

“Nesse momento não há qualquer discussão. Não há motivos. O sistema está sendo reestruturado e as empresas pediram nossa colaboração para ajudar com as melhorias”, disse ao Portal 6 o presidente do SindiColetivo, Sérgio Reis.

O pleito dos trabalhadores, no entanto, ainda tem inclui outras demandas. De acordo com o representante da categoria, uma nova rodada de negociações deve ocorrer em setembro.

“Ficou definido que voltaremos a sentar e conversar sobre reposição salarial. No ano passado, tivemos 6,2% de reajuste, mas a inflação foi de 10,06%. Temos muitas perdas”, relata.

O sindicato deve realizar uma convenção nos próximos meses para definir a pauta de reivindicações para o segundo semestre. Além da recomposição salarial, os trabalhadores querem solucionar questões sobre o transporte dos motoristas.

“Como vou sair de casa para trabalhar de madrugada, na primeira viagem, se ainda não tem ônibus? Da mesma forma o colega da noite que vai embora num horário em que as viagens já se encerraram”, aponta.

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