Quem está por trás da mineradora de terras raras em Goiás vendida por US$ 2,8 bilhões
Empresa com operação em Minaçu reúne investidores internacionais e ganhou papel estratégico no mercado global de mineração

A mineradora Serra Verde, instalada em Minaçu, no Norte de Goiás, e vendida por cerca de US$ 2,8 bilhões (aproximadamente R$ 14 bilhões), é resultado de uma estrutura construída ao longo de mais de uma década com participação de investidores internacionais e especialistas do setor mineral.
Fundada em 2010, a empresa não surgiu a partir de grupos tradicionais brasileiros, mas sim com capital estrangeiro, voltado à exploração de um tipo específico de jazida considerada estratégica no cenário global, as chamadas terras raras.
De acordo com a revista Exame, quem está por trás da operação são fundos e nomes ligados à mineração mundial, além de executivos com passagens por grandes companhias do setor.
Essa estrutura ajudou a transformar a mineradora em um ativo relevante fora da Ásia, região que concentra a maior parte da produção global desses minerais.
As terras raras são elementos essenciais para a fabricação de tecnologias como carros elétricos, turbinas eólicas e equipamentos de alta precisão, o que explica o interesse crescente de grandes compradores internacionais.
A Serra Verde se destaca justamente por ser a única produtora em grande escala fora do continente asiático, o que a coloca em posição estratégica dentro de uma disputa global por diversificação da cadeia de suprimentos.
A operação comercial começou em 2024, após mais de dez anos de estudos, licenciamento e investimentos que ultrapassam US$ 1,1 bilhão.
A expectativa é que a produção atinja capacidade máxima até 2027, ampliando a participação da empresa no mercado internacional.
Com a venda para a americana USA Rare Earth, a tendência é que a mineradora passe a integrar uma cadeia global mais ampla, conectando a extração em Goiás a etapas industriais em países como Estados Unidos e nações europeias.
Outro ponto relevante do acordo é o contrato de fornecimento de longo prazo, que prevê a comercialização da produção inicial por até 15 anos, com preços mínimos estabelecidos para alguns minerais, o que garante maior previsibilidade financeira ao negócio.
Mesmo com a transação, a operação deve continuar com participação de profissionais brasileiros e impacto direto na economia local, com geração de empregos e arrecadação na região de Minaçu.
O negócio ainda depende de aprovações regulatórias e tem previsão de conclusão até o final de 2026, mas já posiciona a mineradora e Goiás no centro de uma disputa global por minerais considerados essenciais para o futuro da tecnologia e da energia.
Siga o Portal 6 no Instagram: @portal6noticias e fique por dentro das últimas notícias de Goiás!








