Ibama flagra garimpo ilegal de ouro e embarga área em Goiás; multas chegam a cerca de R$ 180 mil
Fiscalização identificou exploração irregular às margens do Rio Vermelho e resultou em sanções ambientais, embargo e apreensão de equipamentos

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulgou, nesta quinta-feira (23), o resultado de uma operação que flagrou garimpo ilegal de ouro na Cidade de Goiás. A ação resultou em multas que somam cerca de R$ 180 mil e no embargo de uma área degradada.
A fiscalização ocorreu nos dias 17 e 18 de abril, após denúncia de extração irregular na zona rural, e contou com apoio da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da Polícia Federal (PF).
Durante a operação, as equipes identificaram atividade de mineração ilegal nas margens do Rio Vermelho. Com a chegada dos agentes, os responsáveis fugiram do local, mas duas áreas com indícios de lavra irregular e supressão de vegetação nativa foram localizadas.
Diante das irregularidades, o Ibama lavrou cinco autos de infração contra o proprietário do imóvel, totalizando R$ 179.720 em multas. Também foi determinado o embargo de 52,072 hectares de áreas degradadas, o que impede a continuidade de qualquer atividade na região.
As infrações foram enquadradas nos artigos 63, com duas autuações por lavra irregular; 43, por destruição de Área de Preservação Permanente (APP); 51, por destruição de Reserva Legal; e 52, por desmatamento fora de APP e Reserva Legal, conforme o Decreto nº 6.514/2008.
Além das multas, os agentes apreenderam equipamentos utilizados na atividade ilegal, entre eles duas retroescavadeiras, três motores estacionários com bombas d’água e um caminhão. Parte dos equipamentos foi destruída no local, já que não era possível removê-los e havia risco de continuidade da prática.
O responsável responderá nas esferas administrativa, civil e criminal e deverá reparar integralmente os danos ambientais. O Ministério Público Federal (MPF) e a PF darão continuidade às investigações para identificar todos os envolvidos.
O Ibama também vai instaurar procedimento específico para apurar os impactos da poluição causada pela atividade ilegal, com apoio de pesquisadores do Projeto Araguaia Vivo, do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio Araguaia) e do Centro de Estudos Hidrológicos e Hidrogeológicos (Cehidra).
Segundo o órgão, novas autuações podem ser aplicadas conforme a dimensão dos danos, e as multas podem chegar a R$ 50 milhões.
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