Com recorde de casos, Goiânia não pretende adotar novas medidas para conter avanço da Covid-19

'Não é uma situação específica da cidade e sim um momento que tanto o estado quanto o país atravessam', afirmou diretora de Vigilância Epidemiológica da SMS

Emilly Viana -
Pasta alega que aumento de positivados está relacionada com oferta de testes. (Foto: Divulgação / Prefeitura de Goiânia)

Apesar do recorde de novos casos de Covid-19 na última semana, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia não deve restabelecer o uso obrigatório de máscaras na capital.

De 6 a 12 de junho, foram 11 mil exames positivos para a doença. O contingente, que é equivalente apenas ao registrado na segunda semana de janeiro deste ano, é o maior desde o início da pandemia.

Para a SMS, porém, a situação está controlada. A pasta avalia que a alta nas notificações se dá pela maior oferta da testagem, uma vez que a semana com mais positivados é também a com mais testes realizados. No total, foram 45.269 exames.

“Ampliou-se muito a testagem. E se observarmos o índice de positividade, que hoje é de 25%, veremos que é o mesmo de fevereiro. Tivemos uma queda nesta porcentagem entre março e abril, mas não é uma situação específica de Goiânia e sim um momento que tanto o estado quanto o país atravessam”, disse a diretora de Vigilância Epidemiológica da SMS, Grécia Pessoni, ao Portal 6.

O tempo frio e a volta dos grandes eventos também favorecem o cenário, aponta a diretora. Outro fator defendido por ela é a facilidade da oferta de testes, que faz com que muitas pessoas façam mais de um exame durante o período de infecção. “Nos dados, eles aparecem como novas infecções, mas na verdade são aquelas pessoas que refazem o teste até dar negativo. Sem falar a quantidade de moradores que são de outros municípios”, pontua.

A diretora destaca, ainda, que o agravamento da doença no município segue em queda.

“Nesta quarta-feira (15) temos 14 pacientes internados na rede municipal, a maioria em enfermaria. Nas últimas 24 horas, não tivemos nenhum. Para efeitos de comparação, já chegamos a ter 55 óbitos por dia, quando estávamos no auge da pandemia, em março do ano passado”, afirma.

Em Goiás, cidades como Pirenópolis, Jussara e Campos Belos, retomaram a proteção após observar alta nos casos. Em algumas capitais, como Belo Horizonte (MG), a volta do acessório também já é realidade.

Todavia, até o momento, a SMS não discute o assunto e não tem previsão para que a medida seja retomada.

“O que temos é a recomendação, com nota técnica da secretaria em vigência desde que saiu o decreto de flexibilização do uso. Indicamos que pessoas com sintomas, em locais fechados e com aglomeração continuem utilizando”, comunica.

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