Aluno da PUC é denunciado após publicar mensagens racistas de cunho nazista: “raças inferiores”

Segundo relatos, o jovem já vinha tendo atitudes parecidas há pelo menos dois anos, chegando a ofender colegas por conta da cor da pele

Thiago Alonso Thiago Alonso -
Aluno da PUC é denunciado após publicar mensagens racistas de cunho nazista: “raças inferiores”
Campus V da PUC Goiás. (Foto: Reprodução/Google Street View)

Um aluno da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), em Goiânia, está sendo investigado após publicar uma série de mensagens e insinuações racistas, homofóbicas e xenofóbicas, todas de cunho nazista.

O caso foi encaminhado para a Polícia Civil (PC) após colegas de classe do suspeito encontrarem postagens em que ele disseminava ofensas a vários grupos.

Nas publicações feitas no X (antigo Twitter), o jovem chega a dizer que “odeia pretos e pardos” e que “estes malditos nunca deviam ter ganhado direitos na nossa sociedade”.

Em outra, ele assimila crimes às pessoas negras: “quanto mais os pretos ganham espaço na sociedade, mais assédios e assaltos continuarão a ocorrer. Malditos, malditos sejam esses vermes e suas ideias”.

As ofensas evoluem, sendo que em uma ele chega a afirmar que é ‘superior’ aos judeus: “Nós, brancos, não somos nem nunca seremos iguais a negros ou judeus. Eles são raças inferiores e sabem disso, por isso sempre procuram miscigenar com uma pessoa branca”.

Mensagens foram publicadas no X (antigo Twitter). (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Não o bastante, durante a investigação da PC, foi descoberto que o estudante já vinha proferindo ofensas diretamente aos colegas da faculdade, como em uma situação em que ele mandou um grupo de alunos negros “irem para a senzala”.

Além disso, ele também já havia sido visto andando pela universidade carregando o livro ‘Minha Luta’, de Adolf Hitler, enquanto utilizava camisetas de bandas neonazistas.

Conforme apontado pelas investigações, o estudante já vinha apresentando esses comportamentos há pelo menos dois anos, sendo que ele chegou até mesmo a ameaçar “bater e deixar paraplégico” um colega por ser autista e pardo.

Todas essas situações geraram receio nos alunos, que passaram a faltar às aulas por temor de se encontrarem com o suspeito. Diante disso, centros acadêmicos e atléticas da PUC se pronunciaram, repudiando as mensagens do jovem, de modo que o caso chegou até a direção da universidade.

O caso se escalonou tão rapidamente que chegou ao conhecimento da União Estadual dos Estudantes (UEE), que registrou o caso em uma delegacia da PC. Agora, ficará a cargo das autoridades as devidas investigações do ocorrido.

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