Pai consegue reduzir pensão após Justiça descobrir que mãe acumulou mais de R$ 200 mil com dinheiro das filhas

Juiz entendeu que pensão deve garantir sustento e educação, não servir para acumular patrimônio

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
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(Foto: Ilustração/Pexels)

Manter a pensão alimentícia em dia é obrigação que pesa no bolso, mas que muita gente entende como uma forma de garantir conforto, segurança e dignidade para os filhos.

Afinal, educação, saúde e alimentação não são despesas pequenas e é justamente por isso que o valor da pensão costuma ser motivo de tanta discussão nos tribunais de família.

Mas um caso recente no interior de São Paulo chamou atenção por um motivo bem diferente.

Em Limeira (SP), um pai conseguiu reduzir o valor da pensão depois que a Justiça descobriu que a mãe das filhas tinha aplicado mais de R$ 200 mil em investimentos feitos com o dinheiro destinado às crianças.

Durante a audiência, a mulher confessou que parte do valor vinha de “sobras da pensão” — dinheiro que, segundo ela, foi sendo guardado e aplicado ao longo dos meses.

A revelação surpreendeu o juiz, que entendeu que os depósitos mensais estavam acima das necessidades básicas das filhas e servindo para acumular patrimônio, não para custear despesas do dia a dia.

“Pensão não é investimento, é sustento”, diz o juiz

Na sentença, publicada em 6 de outubro de 2025, o magistrado afirmou que a pensão tem natureza de subsistência, ou seja, deve garantir o padrão de vida dos filhos e não se transformar em instrumento de enriquecimento pessoal.

Com base nisso, o juiz reduziu o valor para quatro salários mínimos para uma das filhas e três para a outra, até nova reavaliação.

O magistrado também lembrou o chamado “binômio necessidade-possibilidade”, que busca equilibrar o que o alimentando precisa e o que o alimentante pode oferecer sem comprometer a própria sobrevivência.

A decisão segue o mesmo entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que já reconheceu que o dinheiro da pensão não pode gerar lucro indireto nem ser usado como forma de investimento.

Advogados de família avaliam que o caso pode abrir precedente para maior fiscalização sobre o uso dos valores pagos como pensão, principalmente quando há indícios de aplicações financeiras.

Ainda assim, especialistas reforçam que cada caso é único e que o foco do direito de família deve continuar sendo o bem-estar das crianças.

O juiz encerrou a sentença com uma frase que vem repercutindo nas redes sociais:

“A pensão não é um meio de acumular patrimônio, mas de assegurar condições dignas de sustento.”

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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