Descoberta brasileira: Anvisa autoriza estudo clínico com polilaminina, substância para regeneração da medula de pessoas com paralisia
Pesquisa da UFRJ e laboratório Cristália entra em nova fase e renova as esperanças de pacientes com paralisia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de um estudo clínico ampliado com a polilaminina, uma substância desenvolvida por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com o laboratório Cristália.
O composto tem mostrado potencial para regenerar lesões medulares e recuperar movimentos em pessoas com paralisia.
A polilaminina é uma versão sintética e estabilizada da laminina, proteína presente naturalmente no corpo humano que ajuda na fixação e no crescimento das células nervosas.
Quando aplicada na região da lesão, ela cria um ambiente favorável para a reconexão de neurônios e o restabelecimento de circuitos nervosos, o que pode levar à recuperação de movimentos e sensações perdidos.
Nos testes iniciais realizados em cinco pacientes com lesão medular completa, a maioria apresentou melhora motora parcial após a aplicação única da substância.
Esses resultados despertaram grande expectativa na comunidade científica, já que lesões desse tipo eram até então consideradas irreversíveis.
Com a liberação da Anvisa, os pesquisadores poderão avançar para uma nova etapa, que deve incluir entre 10 e 20 pacientes em centros hospitalares de referência.
O objetivo é comprovar a segurança e a eficácia da polilaminina em um grupo maior antes da possível ampliação dos testes.
O Ministério da Saúde acompanha de perto o desenvolvimento do projeto e classificou a pesquisa como prioridade nacional.
Caso os resultados se confirmem, o Brasil poderá se destacar mundialmente na área da medicina regenerativa, abrindo caminho para um tratamento capaz de transformar a vida de milhares de pessoas com lesão na medula espinhal.
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