Cientistas criam proteína menor e mais eficiente que pode revolucionar o tratamento do câncer
Descoberta promete terapias mais precisas, com menos efeitos colaterais e maior alcance contra diferentes tipos da doença

Um grupo de cientistas mexicanos, liderado pelo engenheiro químico e especialista em biotecnologia José Luis Nuño, desenvolveu uma proteína sintética inovadora que pode representar um divisor de águas no tratamento do câncer.
Criada com o apoio de inteligência artificial generativa, a molécula é até 40 vezes menor que os anticorpos monoclonais atualmente utilizados em terapias oncológicas.
Hoje, os anticorpos monoclonais são amplamente usados para reconhecer e atacar células tumorais de forma específica. Apesar da eficácia, eles apresentam limitações importantes, como alto custo de produção, processos industriais complexos e dificuldade de penetração em determinados tecidos do corpo. Essas barreiras acabam restringindo o acesso ao tratamento e aumentando o preço final dos medicamentos.
A nova proteína sintética surge como alternativa a esse modelo. Por ser muito menor, ela consegue alcançar regiões do organismo que anticorpos tradicionais têm dificuldade de atingir, incluindo tumores mais profundos ou densos.
Isso pode aumentar a eficácia do tratamento e reduzir danos às células saudáveis, um dos principais desafios da oncologia moderna.
Avanço com IA
Segundo os pesquisadores, a inteligência artificial foi fundamental para o avanço. Algoritmos analisaram milhões de possibilidades até chegar a uma estrutura molecular altamente estável, funcional e específica.
Esse processo, que normalmente levaria anos em laboratório, foi acelerado de forma significativa com o uso da tecnologia.
Outro ponto considerado decisivo é o custo. A produção dessa proteína sintética tende a ser muito mais barata do que a dos anticorpos monoclonais convencionais, o que pode facilitar a fabricação em larga escala e ampliar o acesso a terapias avançadas, especialmente em países com sistemas de saúde mais limitados.
Além do câncer, os cientistas avaliam que a tecnologia pode ser adaptada para o tratamento de outras doenças, como distúrbios autoimunes, enfermidades inflamatórias e até aplicações em vacinas e terapias respiratórias.
A proteína ainda precisa passar por testes pré-clínicos e ensaios em humanos antes de chegar ao mercado, mas os pesquisadores consideram os resultados iniciais promissores.
Caso a eficácia e a segurança sejam confirmadas, o avanço poderá marcar uma nova etapa na medicina personalizada e no combate global ao câncer.
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