Cientistas criam proteína menor e mais eficiente que pode revolucionar o tratamento do câncer

Descoberta promete terapias mais precisas, com menos efeitos colaterais e maior alcance contra diferentes tipos da doença

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
cientistas criam nova proteina para o tratamento de câncer
Uma nova proteína artificial pode abrir caminho para tratamentos contra o câncer mais eficazes, precisos e com menos efeitos colaterais (Foto: Reprodução/ Pexels)

Um grupo de cientistas mexicanos, liderado pelo engenheiro químico e especialista em biotecnologia José Luis Nuño, desenvolveu uma proteína sintética inovadora que pode representar um divisor de águas no tratamento do câncer.

Criada com o apoio de inteligência artificial generativa, a molécula é até 40 vezes menor que os anticorpos monoclonais atualmente utilizados em terapias oncológicas.

Hoje, os anticorpos monoclonais são amplamente usados para reconhecer e atacar células tumorais de forma específica. Apesar da eficácia, eles apresentam limitações importantes, como alto custo de produção, processos industriais complexos e dificuldade de penetração em determinados tecidos do corpo. Essas barreiras acabam restringindo o acesso ao tratamento e aumentando o preço final dos medicamentos.

A nova proteína sintética surge como alternativa a esse modelo. Por ser muito menor, ela consegue alcançar regiões do organismo que anticorpos tradicionais têm dificuldade de atingir, incluindo tumores mais profundos ou densos.

Isso pode aumentar a eficácia do tratamento e reduzir danos às células saudáveis, um dos principais desafios da oncologia moderna.

Avanço com IA

Segundo os pesquisadores, a inteligência artificial foi fundamental para o avanço. Algoritmos analisaram milhões de possibilidades até chegar a uma estrutura molecular altamente estável, funcional e específica.

Esse processo, que normalmente levaria anos em laboratório, foi acelerado de forma significativa com o uso da tecnologia.

Outro ponto considerado decisivo é o custo. A produção dessa proteína sintética tende a ser muito mais barata do que a dos anticorpos monoclonais convencionais, o que pode facilitar a fabricação em larga escala e ampliar o acesso a terapias avançadas, especialmente em países com sistemas de saúde mais limitados.

Além do câncer, os cientistas avaliam que a tecnologia pode ser adaptada para o tratamento de outras doenças, como distúrbios autoimunes, enfermidades inflamatórias e até aplicações em vacinas e terapias respiratórias.

A proteína ainda precisa passar por testes pré-clínicos e ensaios em humanos antes de chegar ao mercado, mas os pesquisadores consideram os resultados iniciais promissores.

Caso a eficácia e a segurança sejam confirmadas, o avanço poderá marcar uma nova etapa na medicina personalizada e no combate global ao câncer.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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