Rodovias brasileiras começam a adotar novo modelo de asfalto mais resistente e durável

Esse movimento já começou a sair do papel e ganhou destaque em obras recentes, chamando a atenção de outros estados e de especialistas em infraestrutura

Pedro Ribeiro Pedro Ribeiro -
Novo modelo de asfalto nas rodovias brasileiras
(Foto: Divulgação)

As rodovias brasileiras estão passando por uma transformação importante, que pode mudar a forma como estradas são construídas e mantidas no país.

Em vez do asfalto tradicional, cada vez mais projetos apostam em soluções mais duráveis, capazes de suportar tráfego intenso e reduzir gastos com manutenção ao longo dos anos.

Esse movimento já começou a sair do papel e ganhou destaque em obras recentes, chamando a atenção de outros estados e de especialistas em infraestrutura.

Aos poucos, as rodovias brasileiras entram em uma nova fase, marcada por mais resistência, segurança e eficiência.

Um novo padrão para estradas estaduais

No Paraná, o governo decidiu alterar o modelo adotado nas rodovias brasileiras sob sua responsabilidade.

Em uma obra considerada estratégica, o estado passou a investir em pavimento de concreto, conhecido por ter vida útil muito maior do que o asfalto convencional.

O projeto recebeu investimento de cerca de R$ 140 milhões e está sendo aplicado na PRC-466, entre Guarapuava e o distrito de Palmeirinha.

O trecho tem aproximadamente 11,5 quilômetros e passa por duplicação completa, além da adoção de novas tecnologias no pavimento.

Como funciona o novo tipo de pavimento

A técnica utilizada é chamada de whitetopping. Nesse método, o concreto é aplicado diretamente sobre a base asfáltica já existente.

Com isso, a pista se torna mais rígida e resistente, sem a necessidade de remover totalmente o asfalto antigo.

Como resultado, o pavimento suporta melhor o tráfego pesado, especialmente em regiões com grande circulação de caminhões.

Enquanto o asfalto comum tende a deformar com o tempo, o concreto mantém sua estabilidade por muito mais anos.

Segundo técnicos, esse tipo de estrutura pode durar entre 20 e 30 anos, reduzindo a frequência de recapeamentos e intervenções.

Mais durabilidade e menos gastos no futuro

Embora o custo inicial do concreto seja mais elevado, a expectativa é de economia a longo prazo.

Com menos obras de manutenção, as rodovias brasileiras passam mais tempo em boas condições, além de causar menos transtornos aos motoristas.

Além disso, a obra no Paraná inclui melhorias geométricas, como ajustes em curvas, reorganização de acessos, reforço na drenagem e nova sinalização.

Esses fatores contribuem diretamente para a segurança viária.

Em áreas com alto fluxo de veículos pesados, o desempenho do concreto tende a ser superior, o que reforça a escolha pelo novo modelo.

Um exemplo que pode se espalhar pelo país

O Paraná já utiliza esse tipo de pavimento em outros trechos e, com isso, consolida uma política voltada à durabilidade da malha viária.

A iniciativa passa a servir como referência para outras rodovias brasileiras.

Com os bons resultados esperados, outros estados observam a experiência de perto.

Portanto, a tendência é que esse modelo mais resistente se espalhe nos próximos anos, mudando o padrão das estradas no Brasil.

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Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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