Paralisia do sono: entenda o que é e por que tem afetado cada vez mais pessoas

Distúrbio ocorre durante a transição do sono e tem sido associado a rotinas desreguladas, estresse e noites mal dormidas

Magno Oliver Magno Oliver -
Paralisia do sono: entenda o que é e por que tem afetado cada vez mais pessoas
(Foto: Ilustração/Pexels/cottonbro studio)

A paralisia do sono é um fenômeno que acontece quando a pessoa acorda consciente, percebe o ambiente ao redor, mas não consegue se mexer ou falar por alguns instantes. A experiência costuma causar medo intenso, sensação de sufocamento e angústia, embora, na maioria dos casos, não represente risco à saúde.

O episódio ocorre, geralmente, durante a transição entre o sono e o despertar, especialmente na fase REM, período em que os sonhos são mais intensos.

Nessa etapa, o cérebro mantém os músculos temporariamente bloqueados para evitar movimentos involuntários. O problema surge quando a mente desperta antes de o corpo retomar totalmente o controle motor.

Durante a paralisia, a pessoa permanece consciente, mas incapaz de se mover. Entre os sintomas mais comuns estão pressão no peito, sensação de falta de ar, medo intenso e, em alguns casos, alucinações visuais ou auditivas.

Os episódios costumam durar poucos segundos ou minutos e cessam espontaneamente.

Especialistas apontam que a paralisia do sono tem sido cada vez mais relatada por causa de fatores ligados ao estilo de vida moderno.

Noites mal dormidas, horários irregulares de sono, excesso de telas, estresse, ansiedade, consumo de álcool e estimulantes aumentam significativamente o risco.

Estudos indicam que entre 8% e 20% da população pode apresentar ao menos um episódio ao longo da vida, o que ajuda a explicar por que tantas pessoas relatam já ter passado por essa experiência.

Apesar do susto, a paralisia do sono não interrompe a respiração nem compromete o funcionamento dos órgãos vitais.

Ainda assim, quando os episódios se tornam frequentes, passam a gerar medo constante de dormir, sonolência excessiva durante o dia ou ansiedade persistente, a orientação é procurar avaliação médica.

Manter uma rotina regular de sono, dormir bem, reduzir o estresse e evitar álcool, cafeína e telas antes de dormir são medidas simples que costumam reduzir a ocorrência dos episódios.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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