Em apenas 28 horas, China constrói prédio de 10 andares e impressiona o mundo
Montagem relâmpago chama atenção, mas o verdadeiro segredo está no planejamento industrial que transforma obras em linhas de produção

Um prédio de 10 andares erguido em pouco mais de um dia colocou a China novamente no centro das atenções da engenharia mundial. As imagens da montagem acelerada rodaram o planeta e despertaram espanto, mas a velocidade vista no canteiro é apenas a parte final de um processo muito mais longo, técnico e cuidadosamente orquestrado.
Apesar de o cronômetro marcar 28 horas de obra, a construção começa semanas antes, dentro de fábricas. É lá que módulos inteiros são produzidos em ambiente controlado, seguindo projetos altamente integrados e padronizados.
Cada peça passa por inspeções rigorosas, testes de resistência e checagens de segurança antes mesmo de deixar a linha de produção, o que reduz drasticamente erros e imprevistos na etapa final.
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Quando os módulos chegam ao local da obra, o canteiro deixa de ser um espaço tradicional de construção e passa a funcionar como uma área de montagem de alta precisão.
Guindastes posicionam as estruturas conforme uma sequência previamente definida, com encaixes projetados para tolerâncias mínimas.
Parte das instalações elétricas, hidráulicas e de climatização já vem incorporada, o que elimina retrabalho e acelera ainda mais o processo.
Mesmo com a rapidez, a obra não dispensa etapas essenciais. Após a montagem, são realizados procedimentos de fixação definitiva, vedação acústica, selagem de juntas e ajustes de acabamento.
Esses cuidados garantem que o edifício não seja apenas rápido de erguer, mas também seguro, durável e adequado ao uso ao longo do tempo.
O modelo de construção modular oferece vantagens claras, especialmente em áreas urbanas densas ou em projetos com prazos curtos. A industrialização permite maior previsibilidade, controle de qualidade constante e redução do tempo de obra no local.
Além disso, há menos exposição a condições climáticas adversas, menor geração de resíduos e impacto reduzido na vizinhança.
Ainda assim, o sistema enfrenta limitações. A necessidade de padronização restringe soluções muito personalizadas ou adaptações em terrenos irregulares. A logística de transporte de grandes módulos exige infraestrutura viária adequada e planejamento preciso.
Outro desafio está fora da obra: a expansão desse modelo depende de normas técnicas atualizadas, regulamentações claras e mão de obra especializada em montagem e manutenção.
O edifício montado em 28 horas funciona, portanto, mais como um símbolo do futuro da construção civil do que como uma simples curiosidade.
Ele aponta para um setor cada vez mais industrializado, apoiado em projetos digitais, produção em série e coordenação logística extrema. No longo prazo, a velocidade deixa de ser o único critério e passa a dividir espaço com fatores como eficiência energética, durabilidade e impacto urbano, redefinindo a forma como cidades podem ser construídas.
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