Quando assumiu Prefeitura em 2017, Roberto prometeu que sob comando dele Anápolis só não seria a 1ª do estado por não ser capital

Gestão do ex-prefeito, no entanto, foi tão desastrada que a cidade que ele governou por 8 anos não somente perdeu posto histórico para Aparecida de Goiânia, mas também Rio Verde que tem metade da população da outrora "Manchester goiana"

Danilo Boaventura Danilo Boaventura -
Roberto Naves, então no PTB, em discurso de posse como prefeito de Anápolis, em 1º de janeiro de 2017
Roberto Naves, então no PTB, em discurso de posse como prefeito de Anápolis, em 1º de janeiro de 2017. (Foto: Captura/ Canal do Portal 6 no YouTube)

Em um discurso inflamado durante a posse em 2017, reproduzida pelo canal do Portal 6 no YouTube,  o então prefeito de Anápolis, Roberto Naves, prometeu resgatar o orgulho da cidade e declarou que, sob seu comando, “Anápolis só não é a primeira porque não é a capital do nosso estado”.

No entanto, oito anos depois, a realidade econômica do município contrasta duramente com a promessa do ex-gestor. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que Anápolis não apenas foi ultrapassada por Aparecida de Goiânia, mas também por Rio Verde, caindo para a quarta posição no ranking do PIB estadual.

A “era Naves”, que se encerrou com um cenário de estagnação, deixou um legado de questionamentos sobre a capacidade do ex-prefeito em manter a relevância econômica da cidade.

A derrocada de Anápolis se torna ainda mais evidente ao se analisar os números. Enquanto a cidade registrou um PIB de R$ 20,4 bilhões em 2023, Rio Verde, que tem a metade da população, alcançou R$ 22,3 bilhões, consolidando a ultrapassagem que já havia ocorrido em 2022.

O golpe final veio de Aparecida de Goiânia, que saltou para a terceira posição com um PIB de R$ 20,9 bilhões.

A outrora “Manchester Goiana”, conhecida por sua força industrial e logística, viu sua economia crescer em um ritmo anêmico, perdendo competitividade e ficando para trás em comparação com seus pares, que enriqueceram de forma mais acelerada.

O resultado desastroso da gestão de Roberto Naves reflete diretamente na qualidade de vida da população e na capacidade de geração de emprego e renda em Anápolis.

A promessa de levar a cidade ao topo do estado se transformou em uma queda vertiginosa, que impõe um desafio gigantesco para o futuro do município.

A perda de relevância econômica, consolidada durante os oito anos de seu governo, mostra que a administração do ex-prefeito não apenas falhou em cumprir promessas, mas também contribuiu ativamente para o declínio de uma das cidades mais importantes de Goiás.

Relembre

Danilo Boaventura

Danilo Boaventura

Jornalista graduado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), pós-graduado em Docência em Comunicação pela Faculdade Cidade Verde (PR) e mestrando em Marketing Político pela Universidad del Salvador, de Buenos Aires.

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