Fruta nativa brasileira surpreende pelo sabor e quase ninguém conhece
Pequena e aromática, a fruta cresce em áreas urbanas, mas passa despercebida por quem nunca teve a chance de provar

No meio da correria das cidades, uma fruta típica da Mata Atlântica segue praticamente invisível aos olhos — e ao paladar — da maioria das pessoas. Discreta, de cor escura e aparência delicada, a grumixama costuma surgir em árvores de ruas e quintais sem chamar atenção. Mas quem se arrisca a provar descobre um sabor capaz de rivalizar com frutas muito mais famosas.
Conhecida popularmente como “cereja da Mata Atlântica”, a grumixama pertence à mesma família da jabuticaba e da pitanga. Seus frutos pequenos e arredondados têm casca lisa e brilhante, variando entre tons de roxo profundo e vermelho intenso. Por dentro, a polpa é suculenta e envolve uma única semente, concentrando aroma e frescor.
A árvore que produz a grumixama tem porte médio e se adapta bem ao ambiente urbano. Com folhas firmes e flores brancas delicadas, ela é cada vez mais usada em projetos de arborização por ser resistente e ornamental. A frutificação ocorre principalmente no verão, com maior concentração nos primeiros meses do ano.
O grande destaque, no entanto, está no sabor. A grumixama combina doçura equilibrada com um leve toque ácido, criando uma experiência que lembra a cereja, mas com identidade própria. O aroma marcante faz com que a fruta seja agradável tanto para consumo direto quanto para uso culinário.
Na cozinha, a grumixama mostra versatilidade. Pode ser transformada em geleias, sucos, compotas, licores e até vinagres artesanais.
Estudos recentes também apontam o potencial da fruta como conservante natural, capaz de retardar a oxidação de carnes, o que desperta interesse da indústria por alternativas menos artificiais.
Além de saborosa, a grumixama oferece benefícios nutricionais. Rica em vitamina C, vitaminas do complexo B e antioxidantes, ela contribui para a saúde do organismo. No uso tradicional, é associada ao alívio de inflamações na boca e na garganta.
Fácil de cultivar, a grumixameira prefere solos ricos em matéria orgânica, bem drenados e com boa umidade. Ela se desenvolve tanto sob sol pleno quanto em meia-sombra, o que a torna ideal para quintais, calçadas e pequenos pomares urbanos.
Resgatar frutas como a grumixama é mais do que uma curiosidade gastronômica: é uma forma de valorizar a biodiversidade brasileira e redescobrir sabores que sempre estiveram por perto — apenas esperando serem notados.
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