“É uma loteria com chance maior de você perder”, diz Ludhmila Hajjar sobre novos médicos
Referência mundial na medicina, anapolina criticou o fato de o curso ter se tornado elitizado: “Se a pessoa pode pagar, ela vai fazer”, desabafou a cardiologista

Após as notas do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) serem divulgadas, no último dia 19, o debate sobre os cursos de medicina e a capacidade dos médicos recém-formados tem estado em alta.
Em entrevista ao podcast O Assunto, apresentado por Natuza Nery, a anapolina Ludhmila Hajjar, médica cardiologista, intensivista e professora titular de Emergências da USP, fez uma fala importante sobre as condições dos atuais formandos.
Ao ser questionada sobre a percepção de uma má formação de profissionais nos hospitais, a médica cita o fato de que hoje o curso ter se tornado elitizado. “Se a pessoa pode pagar, ela vai fazer medicina”, diz.
E, como professora, diz que alunos em residência ou que acabaram de se formar muitas vezes chegam a ela pedindo para ensiná-los coisas que já deveriam ter aprendido durante os 6 anos de formação.
“Quando a gente vai para um hospital, acaba sendo uma loteria”, reagiu Natuza diante da revelação.
Ludhmila, logo em seguida, complementa: “É uma loteria com a chance maior de você perder”.
O podcast O Assunto pode ser ouvido nas plataformas de streaming de áudio e também pelo Youtube.
Cenário em Goiás: do topo à avaliação insatisfatória
Em Goiás, o desempenho dos cursos reflete um cenário de contrastes. No topo da avaliação, com conceito 4, destacam-se a UFG (Goiânia), UEG (Itumbiara), UniEVANGÉLICA (Anápolis), UFJ (Jataí) e UFCAT (Catalão). Já a PUC Goiás aparece na faixa intermediária, com conceito 3.
Na ponta de baixo, a situação é crítica para instituições que obtiveram conceito 2, como a UniRV (Rio Verde e Aparecida), Famp (Mineiros) e Unifimes (Mineiros e Trindade). O pior desempenho, com conceito 1, ficou com a Unicerrado (Goiatuba), Unifan (Aparecida), UniRV (Goianésia e Formosa) e Faculdade Zarns (Itumbiara).
O balanço nacional acende um alerta: cursos nas faixas 1 e 2 estão sujeitos a sanções severas, que incluem desde a suspensão do Fies até o bloqueio de novas vagas.
Em todo o Brasil, dos 351 cursos avaliados, 107 resultaram em notas abaixo do considerado ideal, ficando assim reprovados.
Cursos de instituições públicas municipais e as privadas com fins lucrativos foram as que obtiveram as notas mais baixas da avaliação.
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